Este nosso provincianismo capitaleiro dos bonzos intelectuários que, sobre todas as coisas, vão sentenciando

Volto ao ritmo intenso das aulas e tenho de aturar, nos intervalos, o frenético deste nosso provincianismo capitaleiro dos bonzos intelectuários e acumuladores que, sobre todas as coisas, vão sentenciando e repetindo “ad nauseam” os mesmos conceitos e preconceitos, num circuito fechado de autoplágios, à procura das narcísicas ovações que já não têm, apenas porque, em solidão, percebem a importância que devia ter acontecido no terem dado um sentido à respectiva vida, isto é, uma certa missão, um qualquer coisa que lhes permitisse vencer a lei da morte.

Só que preferiram ir fomentando o “divide et impera” entre os serviçais, difundindo “guerrazinhas de homenzinhos” e assim terminam os tempos, disputando, com o primeiro criado da viúva com quem rivalizaram, o prefácio num livreco, dado que os cem contitos que o outro deu para a edição do “book”alteraram a hierarquia e passaram o defunto prefácio para segundo lugar, agora baptizado como “palavras introdutórias”. Só porque ambos dependem da chamada “mesa do orçamento”, que é coisa que devia ser de todos e não apenas dos psicopatas sentenciadores do “nihil obstat” pombalista que se consideram superiores à pátria.

E prenhes de vindicta, ei-los que vão disfarçando o respectivo vazio de matafísica através das últimas pauladas de uma gerôntica impotência, onde apenas os excita o desfazer da bonecada que ainda pensam manipular, só porque continuam exímios nas facadas que vão dando pelas costas, acicatados pelas alfurjas dos salamaleques onde fazem diários engarrafamentos. É por estas e por outras que hoje apenas asinalo a morte de Tito em 1980, no dia seguinte ao do nascimento de Maquiavel (1469) e um dia antes do nascimento de D. João II (1455), Karl Marx (1818) e do anúncio da criação do PPD (1974).

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