Jul 21

Prefiro saudar o sol que nos chega de nascente…

Olho ao longe, nas sombras húmidas da miragem, sinais de um novo mundo por achar, de ilhas por descobrir, de portos seguros que procuro. Olho ao longe a verdade de uma miragem que é espelho dos próprios sonhos que trago dentro de mim. E no sangue da paisagem continuo a procurar o que não acho. É além que posso redescobrir o poder-ser que guardo em mim. Sempre esta metafísica quotidiana de ser manhã e acordar-me sem angústia, vencendo as dores que se diluem por este corpo a que me prendo e de que dependo. Apenas falta um qualquer som interior que me dê a melodia obsidiante donde possa surgir a poesia. Para que um breve verso, palavra a palavra, me dê poema. Porque apesar de me sentir grão de areia no universo, também sinto que tenho de resistir como o centro do próprio mundo, quando a escrita consegue voltar a ser ritmo, fluindo por mim dentro em harmonia, fazendo com que a própria paisagem que me rodeia se dilua nas sombras do pensamento. Sobretudo quando me sinto mais do que eu e me perco, feito pedaço de todos os outros, ousando varar o firmamento. É por isso que não farei discurso sobre a guerra que nos devasta. Prefiro saudar o sol que nos chega de nascente. Sempre.

Jul 21

Prefiro saudar o sol que nos chega de nascente…

Olho ao longe, nas sombras húmidas da miragem, sinais de um novo mundo por achar, de ilhas por descobrir, de portos seguros que procuro. Olho ao longe a verdade de uma miragem que é espelho dos próprios sonhos que trago dentro de mim. E no sangue da paisagem continuo a procurar o que não acho. É além que posso redescobrir o poder-ser que guardo em mim. Sempre esta metafísica quotidiana de ser manhã e acordar-me sem angústia, vencendo as dores que se diluem por este corpo a que me prendo e de que dependo. Apenas falta um qualquer som interior que me dê a melodia obsidiante donde possa surgir a poesia. Para que um breve verso, palavra a palavra, me dê poema. Porque apesar de me sentir grão de areia no universo, também sinto que tenho de resistir como o centro do próprio mundo, quando a escrita consegue voltar a ser ritmo, fluindo por mim dentro em harmonia, fazendo com que a própria paisagem que me rodeia se dilua nas sombras do pensamento. Sobretudo quando me sinto mais do que eu e me perco, feito pedaço de todos os outros, ousando varar o firmamento. É por isso que não farei discurso sobre a guerra que nos devasta. Prefiro saudar o sol que nos chega de nascente. Sempre.