Das loiras dissidências do PC, ao neopidismo pretensamente científico em seu máximo fulgor ficcional

Apesar de tanta chuva, o garbo da família militar vai dando passeios e fazendo viagens pela nossa terra, enquanto a terra for nossa e o povo existir. Até porque se anuncia a aplicação do plano tecnológico de luta contra o défice ao estatuto da carreira docente, coisa considerada heróica, só porque a ministra diz que tem, com ela, o país contra os professores, e o PCP decidiu tirar do palco os deputados Odete Santos, Abílio Fernandes e Luísa Mesquita, com esta a resistir, clamando que nunca foi objecto e que, ao ir para a política, perdeu a carreira académica.

 

Se ao menos fosse do MES, sempre poderia ter-se inscrito a tempo no PS, fazer a carreirinha e ser agora ministra, com o apoio de todas as bentas associações de pais. Resta-lhe pedir conselho à colega Odete e ver como andam as candidaturas ao teatro de revista.

 

 

 

 

Cá por mim, prefiro continuar a recolher elementos para o estabelecimento do perfil deste tipo antropológico, oriundo de certas frustrações do pós-Maio 68, onde os vestígios de feminismo exaltado são uma mistura de ortodoxia ideológica e de passagem para o outro lado da barricada, mantendo, contudo, a verbe viperina e a infra-estrutura dogmática.

 

Ainda há dias me davam conta de mais uma representante dessa espécie de sindroma, a nível docente, onde uma senhora que pretende ser campeã da luta contra o racismo e os reaccionários, trata todos os que a não seguem pela difamação, pela mentira e pelo insulto cobarde, por trás das costas, qualificando-os como fascistas e “boxeurs”, só porque não são tão WASP como ela pensa que é e denunciam o modelo de KuKlux e de terra queimada.

 

 

 

É evidente que, habituado a esta técnica, que até assenta no científico de uma inteligência pidesca, resultante de um longo convívio de prestação de serviços a ministros e serventuários salazarentos, apenas tenho de notar que há sempre um neodogmatismo pretensamente antidogmático, essa mera consequência daquele paralelograma de forças a que se chama politicamente correcto, onde os pretensos carneirinhos das maiorias conjunturais fazem o que já fizeram os inquisidores e os nazis: inventam os seus cristãos novos e os seus judeus, em nome de princípios, mas apenas por aquele oportunismo das corridas carreirísticas, alimentadas a subsídios.

 

Eu próprio ouvi de um conhecido serventuário salazarento que, depois de Abril, iria minar o terreno da instituição em que acabava de deixar de ser soberano Kim Il Sung, com Pompadours e tudo: “deixei a casa cheia de bichanas que irão, durante muitos anos, morder as canelas daqueles que me desobedeceram”.

 

Eles e elas ainda andam por aí. Mas não tenho medo. Sei os cursos neomaquiavélicos de propaganda, assassinato de carácter e de boato que tiraram junto das centrais de repressão do Estado de Segurança Nacional e conheço muito dos meandros da “operation chaos” que juntou fascistas e certos esquerdistas pretensamente revolucionários.

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