Vira o disco e toca o mesmo…nestes ambientes de micro-autoritarismo subestatal

Desenganem-se, leitores não estimados, esses que não entendem o subliminar da ironia. Não sou mercenário de nenhuma laia, nem tenho suficiente “intelligence” para misturar alhos com bugalhos, como fazem os “bufos” de sempre, quando entram em autogestão e se entregam à venda a retalho dessas peças, num qualquer departamento do situacionismo de sempre. O tal que precisa do ódio para continuar o ritmo clássico do maquiavelismo de alcatifa, sempre a dividir para reinar, sempre a usar os jagunços para o trabalho sujo, sempre a aplicar a lei para os adversários e a dispensar dela os bons amigos e dependentes.  Mas não é só por haver doentes no mundo que a saúde deixa de ser um bem. Pode vencer quem não tem razão. Os maquiavélicos são aqueles que, parecendo ter razão a curto prazo, a perdem no médio e no longo prazos. Não acredito na lógica do homem de sucesso, o tal que utiliza a fraseologia da ética da responsabilidade, criticando os velhos do Restelo, para disfarçar a sua falta de ética de convicção. Por mim, continuo a seguir da “Virtuosa Benfeitoria” do Infante Dom Pedro e recordo-me sempre que os maquiavélicos se enganaram e o mestre só viu as suas principais obras publicadas depois de morto, nomeadamente a unificação italiana, que só ocorreu na segunda metade do século XIX. Os pretensos maquiavélicos, defensores da liberdade, nessa mistura de descupabilidades trotskistas e neofascistas, já embusharam todos e estão pendurados na corda que enforcou Saddam, mesmo que cantem o hossana nas alturas.

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