Fev 26

É ao entardecer que a sobriedade da coruja costuma levantar voo

Muitos sinais me dizem que muitas instituições parecem ter escolhido o seu caminho de não salvação pública e de não-ruptura, delegando os seus destinos no presente e no futuro situacionismo, para que eles conjuguem o medo e a esperança, escrevendo o capítulo final de um certo ciclo de vida em comum. Esperemos que todos tenham o êxito que nos vêm prometendo, sobretudo no programa de luta pelo emprego. Eles têm todos os poderes que querem ou quiseram, no cargo um, no cargo dois, no cargo três, no quadro quatro e aos quais até julgam que podem distribuir o acrescer das pensões, das avenças, dos subsídios e de outras prebendas. Eles são a direcção e coordenação do conselho alínea a), do conselho alínea c), da assembleia alínea d), bem como das unidades z), x), w), y), k), bem como do boletim oficial, dos programas de intercâmbio e, directa ou indirectamente, da maior parte dos processos de condução de carreirismo, consagrando a continuidade herdada dos nossos ilustres directores de colégios e centros de estágio, de quem foram próximos discípulos e de quem são miméticos semeadores, até na continuação do verbo mudar. Por outras palavras, em termos de hierarquias formais e reais, têm, na dependência, mais de metade do corpo eleitoral e podem, assim, fazer da vida uma negociação permanente, com o nome de gestão democrática. Que se plenifiquem em graça e desgraças. Julgo que seria conveniente fazerem acrescer a estes poderes, a plenitude da direcção de todos, ou quase todos, os restantes restos, para que possam conduzir os destinos de um sistema que, inequivocamente, entra naquela fase crepuscular, donde também pode emergir a Fénix. Por mim, que não gosto de cinzas nem de terra queimada, prefiro reconhecer que é ao entardecer que a sobriedade da coruja da sabedoria costuma levantar voo(die Eule der Minerva beginnt erst mit der einbrechenden Dämmerung ihren Flug, Hegel dixit, Grundlinien der Philosophie des Rechts, «Vorrede», Bd. 7, s. 9-10)