A história continua a ser o género literário mais próximo da ficção

No dia em que se anuncia novo filme sobre Maria Madalena e uma caixa tumular, onde o realizador do “Titanic” pretende ganhar dinheiro, afundando um pilar da crinstandade, reparo que as universidades privadas lusitanas continuam a produzir guiões para tragicomédias, antecipando muito do que vai suceder nas universidades ditas públicas, dado que, também nestas, continuam edificantes cenas do mesmo género, onde a história continua a ser o género literário mais próximo da ficção.

Não posso comentar a relação entre o espectáculo televisivo e os efectivos meandros da realidade, dado que não conheço o texto, o pretexto e o contexto do mais recente episódio, mas seria bem esclarecedor que os senhores jornalistas fizessem um trabalho de casa de levantamento da lista dos docentes de todas as instituições do género, bem como dos sócios das entidades em causa, anotando, menos os filhos, sobrinhos e primos dos donos do poder, e mais os ilustres políticos da partidocracia que nas mesmas dizem dar aulas ou, nas mesmas, se licenciaram, mestraram ou doutoraram.

Seria também interessante que determinassem os sócios e financiadores das coisas em “U”, com especial destaque para os patos bravos e os negócios imobiliários que com elas coincidem, antes de entrarem em eventuais teorias da conspiração e triangulações de política externa.

Acrescentem ao processo os contornos de anteriores cisões universitárias, desde que a velha Universidade Livre explodiu, procurando ligações a antigas e actuais direcções de entidades bancárias, começando pelo concelho de Lisboa, dando um salto a Loures e fazendo breve pregrinação por Oeiras e pelas ribas da ribeira do Jamor, junto à estrada onde os malhados fizeram estatelar o infante D. Miguel, quando ele corria de Queluz para Caxias.

Um delicioso drama camiliano está espera de telenovela sobre as vaidades lusitanas do “sotôr” e o eterno situacionismo dos partidocratas e bancoburocratas, com cumplicidades de pato bravo.

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