Ago 10

Solnado, um pouco de nós morreu contigo

Solnado. Já foram escritas todas as frases do reconhecimento. É um pouco de todos nós que morre com ele. Melhor: que com ele entra no eterno. Ele apenas era o elo de uma linhagem que vem de Rafael Bordalo Pinheiro e que continua em todos que continuam sua procura.

Como disse a tua neta, deixaste um rasto de luz onde passaste. Como tu disseste, a tua vida foi saborissíma e o fiozinho que te prendia à vida, fez-nos todos teus filhos e teus netos. Tu foste o último Zé Povinho que eu conheci, depois do António Silva e do Vasco Santana. Outros virão e continuarão a ter o nome de Portugal!
Entrevista de Solnado, há cinco anos: “Eu tenho uma paixão imensa pela liberdade. Aliás, acho que o amor à liberdade já nasce com as pessoas e eu nasci com esse amor. Pelo que conheço dos portugueses, penso que, apesar de tudo, ainda existe uma imensa maioria que tem a paixão da liberdade e da democracia”.
“E depois temos por aí uns senhores que adoram dinheiro, gostam de coleccionar aquela porcaria. Se não estivéssemos na União Europeia a democracia já há muito estaria em perigo.”
“A mim, a crise económica não me afecta, porque nunca tive um projecto de fortuna, o meu projecto é de felicidade. E a tal paixão pela liberdade que sempre me acompanhou.”