Solstício

Solstício sempre foi sinal físico da mãe-terra, ou mátria, que nos obriga a um acto simbólico de passagem para o aperfeiçoamento. Como diz Louis Pauwels, importa reconhecermos  que há uma sabedoria e uma verdade anteriores  depositadas desde sempre no homem; ao longo da aventura humana manifesta-se uma vontade superior e a história obedece a leis cíclicas. Porque regenerar é o mesmo do que fazer morrer o putrefacto, transpondo a cortina de fogo que separa o profano do sagrado. E como dizia Plutarco, então, o homem, desde então perfeito e iniciado, liberto e caminhando sem algemas, celebra os Mistérios. Ou, como assinalava Fernando Pessoa, neste mundo visível  vivemos um símbolo e uma sombra. Desde que busquemos a verdade, desejando-a e preparando-a. Porque, segundo palavras de Louis Pauwels, que cada um dos símbolos empregados cumpra as suas promessas, isto é, que revele significados sucessivos, complementares e ascendentes, que funcione como o plano de uma verdade sobre a qual o espírito possa trabalhar analogicamente até à eternidade.

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