Os sermões das missas do estadão nos dias de teatrocracia e venerandas figuras

Para sermos mobilizados pelo senhor Presidente, temos que consultar o oráculo dos imediatos comentadores da situação insustentável e da coesão, onde o o quadrado da Betesga parece caber no circo do Rossio…

Os sermões destas missas do Bloco Central, com aquelas venerandas figuras do teatro do estadão, confirma o insustentável de um modelo que fabricava dois terços de remediados (nome real da classe média) e um terço de excluídos, com um partido dos irmãos inimgos na presidência e outro no governo…

Bloco central já era, porque os dois terços tendem a ser papa-reformas e um terço de desempregados com qualificações ou emigrantes. A estabilidade da alternância do rotativismo devorista foi chão que ainda dá uvinhas sondajocráticas.

Passos foi profissional quando compreendeu o clamor contra as reformas imorais. Corre o risco de certos picaretas falantes que lhe portam a voz, nos invocarem retroactividades de outros falantes que nos picaram. Mas há viagens que são pontos de não-regresso e que marcam uma rota…

Não são as percentagens de votos do BE e do PCP, juntamente com a má-consciência de esquerda do PS, que vão reformar o capitalismo internacional em nome dos amanhãs que cantam e que quase nos conduziram ao abismo. Portugal em contraciclo, não é o país mais à esquerda da Europa. É apenas o mais hipócrita e um dos mais injustos, pela falta de igualdade de oportunidades e de meritocracia…

Não é uma campanha eleitoral para a presidência que vai impressionar os eleitores que mais são contribuintes líquidos… Esses povos vão, pelo menos, exigir um quadro formal de austeridade igual aos que eles assumiram. Ninguém come ideologia…

A maior parte dos factores de poder da política à portuguesa já não são domésticos. E não apenas por causa das lojas dos trezentos com que muitos confundem a globalização. Com uma moeda supra-estatal, apenas temos de reconhecer que faltam poderes a esse novo centro para o cumprimento da respectiva função de moeda única…

No tempo do faça férias cá dentro, quando o vinho ainda dava de comer a um milhão de portugueses, até se faziam tecnocráticos planos de substituição de importações. Agora voltou a invocação demagógica do proteccionismo, com Jerónimo e outros mais altos contra o senhor estrangeiro que quer mandar na nossa soberania…

Sinais dos tempos: a polícia suspeita de ser varada e o autarca condenado a subir graças ao plano inclinado…

Há uma gerontocracia de falsos reformados que continuam no activo da conspiração de avós e netos, só porque meteram os papéis no tempo certo… Mas também poderiam denunciar-se as acumulações, os prémios de mérito para a mulher do chefe, os prémios e subsídios, as ajudas de custo, as bolsas e os subsídios do “outsourcing” das empresas falsamente majestáticas…

Se o populismo com êxito costuma transformar-se em maioria absoluta, importa compreender a revolta que vai lavrando contra a injustiça geracional deste Estado Social marcado pela falta de autenticidade, como é comprovado pelos jovens qualificados sem emprego ou condenados à emigração, para que se mantenham os privilégios de certos inactivos que deram o golpe na janela de oportunidades…

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