Out 02

Da austeridade sem dor, ou as formas como o estadão nos vai à conta

E lá vão saindo a conta-gotas, tentando a austeridade sem dor, as formas como o estadão nos vai à conta. A propaganda lá pinta de furto o clássico roubo, transformando em bom ladrão em Robin Wood, com música celestial e holofotes de tempo de antena, como nas chamadas conversas em família, emitidas do palácio de sempre…

E lá vão saindo a conta-gotas, tentando a austeridade sem dor, as formas como o estadão nos vai à conta. A propaganda lá pinta de furto o clássico roubo, com muita música celestial e vistosos holofotes de tempo de antena, como nas defuntas chamadas conversas em família do mais do mesmo…

O processo comemorativo em curso, para além de literatura de justificação do situacionismo e de fundamento subsidiológico para uma historiografia oficiosa, de quase livro único, revela a hipocrisia de não homenagearmos a coragem de insolentes como Machado Santos ou Paiva Couceiro…

‎84 dos 115 governantes passaram-se para a banca, naquilo que já Antero de Quental qualificava como casta banco-burocrática do devorismo. Resta acrescentar à lista os das reformas douradas que vão acrescentando acumulações ou caçando subsídios privilegiados para o respectivo pecúlio. Muitos ainda emse arvoram paladinos da moralidade e da ética republicana, como nas chefaturas dos primitivos actuais…

As autoridades de saúde pública deveriam interditar que os velhos delegados de propaganda médica continuem a embrulhar, em banha de cobra, gatos cor-de-rosa que se dizem lebres. Passa-lhes mesmo pela cabeça que alguns os vão engolir… Seria melhor contratarem os figurantes pagos pelo estadão para os aplaudir, como o vão fazer no largo do município, na terça-feira, à falta de povo…

‎”O primeiro ministro tomou estas medidas porque foi altamente recomendado pelas autoridades da União Europeia, porque se não fosse assim não as fazia.” Informação de Mário Soares, recordando-se de outros tempos… e avisando Passos Coelho que deve estar a receber as mesmas recomendações bem filipinas.

Vi o comentário de Nogueira Leite à segunda conversa em família de um reputado político-mor desta praça. Sublinho a insinuação sobre Barroso e a eventual renovação do “porreiro, pá”, em nome da reeleição de um outro político ainda mais mor. Infelizmente, não comemos propaganda e lá continuaremos de tanga à espera dos surfistas madrilenos que nos visitarão de TGV…