Out 03

A propaganda que não parece propaganda, onde o Colombo nem assim consegue pôr o ovo de pé

A propaganda que não parece propaganda, onde o Colombo nem assim consegue pôr o ovo de pé, porque mais depressa se descobre um patrocinador do que uma fundação pública cheias de “boys”. O importante em Portugal não é ser ministro, é tê-lo sido (Almeida Santos, dixit).

Dentro de dias ou de semanas, será possível confirmar onde se situa a verdadeira sede de poder que Portugal. Talvez já não esteja nos directórios partidários, nem está, de certeza, na aritmética parlamentar. Até nem os nossos bancos e patrões já não são protagonistas. Basta um telefonema de Bruxelas, ou de Berlim, mesmo que não passe por Belém.

Por mim, preferia que mandasse aquilo a que as constituições chamam povo. Nem que fosse através de sindicatos e partidos. Ninguém pode refundar a república, regenerar o regime e reconstruir o Estado, sem regressar ao povo. E não é paradoxo um liberal começar por aderir à greve geral!

Um dos muitos periscópios de outros tantos submergíveis nas contas. Sempre a Semnhora Merkl a facturar!

Quem quer ser voz tribunícia, não pode servir a dois senhores. Os que querem conservar o que está, do lado do situacionismo e da ditadura do “statu quo”; ou os que aspiram ao dever-ser, o lado do fazer o futuro, mas já… Por meias palavras, Passos Coelho escolha a necessidade de uma decisão excepcional!