Out 07

Contra as nacionalizações sacristas ou revolucionárias

Tanto sou contra as nacionalizações revolucionárias, como rejeito as episcopalizações do mesmo género patrimonialista. Se não houver contenção não tardará, como em 1917, que o sindicato em causa promova a criação de um partido, ou braço político, como o foi o CCP, que tanto deu raia em votos como lançou Salazar como deputado, ao lado de um administrador do banco de Alves dos Reis…

Estou farto de PEC I, PEC II e PEC III. Temo que novo PEC Santo entre num dos orgulhos multisseculares da sociedade civil portuguesa, ainda por cima através de uma sigla que me faz lembrar o velho Corpo Expedicionário Português, o comandado por Gomes da Costa.

O nosso hierarquismo paternalista tanto levou a que o partido “democrata-cristão” de 1917 nascesse de uma decisão institucional dos bispos, como, depois, com o mesmo protagonista, provocou que o partido único do regime autoritário nascesse de uma Resolução do Conselho de Ministros. Um lastro que ainda marca o tique centralista e concentracionário da presente partidocracia.

Out 07

forma republicana de governo

Ao contrário do que proclamam os monárquicos institucionalizados, sou capaz de demonstrar, pela hermenêutica simples de um aluno de direito constitucional, que a tal alínea b) do 288º não impede a chefia de Estado de caber a rei, que, de acordo com as leis fundamentais, desde 1385, está obrigado a “forma republicana de governo”, dado que, no não-absolutismo, o rei reina, o povo é que governa.

Não comento o conflito entre as Misericórdias e o Vaticano. Guerras destas estão registadas desde D. Afonso Henriques. Também não advogo o intervencionismo do Estado. Prefiro que o Vaticano e o Estado não entrem em coisas que são do povo, das comunidades, da república. Respeitem a autonomia das pessoas, ainda que pertencentes, pluralmente, ao rebanho do Papa e ao colégio eleitoral da República Portuguesa.

Estou farto de PEC I, PEC II e PEC III. Temo que novo PEC Santo entre num dos orgulhos multisseculares da sociedade civil portuguesa, ainda por cima através de uma sigla que me faz lembrar o velho Corpo Expedicionário Português, o comandado por Gomes da Costa.

Tanto sou contra as nacionalizações revolucionárias, como rejeito as episcopalizações do mesmo género patrimonialista. Se não houver contenção não tardará, como em 1917, que o sindicato em causa promova, como em 1917, a criação de um partido, ou braço político, como o foi o CCP, que tanto deu raia em votos como lançou Salazar como deputado, ao lado de um administrador do banco de Alves dos Reis…

O nosso hierarquismo paternalista tanto levou a que o partido “democrata-cristão” de 1917 nascesse de uma decisão institucional dos bispos, como, depois,l com o mesmo protagonista, levou a que o partido único do regime autoritário nascesse de uma Resolução do Conselho de Ministros. Um lastro que ainda marca o tique centralista e concentracionário da presente partidocracia.

Saramago foi um génio e recebeu justamente o Nobel. Mário Vargas Llosa, também. Saramago era progressista e comunista. Mário Vargas Llosa também não. Até continua liberal. Pelo menos, ficámos a saber que, de vez em quando, os não progressistas, de socialistas a comunistas, também furam o cerco do situacionismo da “intelligentzia” dita literária…

Em defesa da minha primeira escola universitária, a Faculdade de Direito de Coimbra, protesto contra a desconsideração a que foi sujeita a Professora Doutora Anabela Rodrigues. O “curriculum” é totalmente inquestionável por politiqueiros. Basta compulsar. Não a conheço pessoalmente, não me interessam as respectivas opiniões políticas. Mas sei o que é uma instituição como a minha velha casa.