Out 12

Enquanto a cunha e a fuga ao imposto continuarem

Passei os olhos pela www.base.gov.pt. Coloquei o nome de alguns figurões, disfarçados em pequenas e médias empresas de regime. Notei também alguns hierarcas de certas instituições públicas que por elas foram beneficiados com a dignidade de consultadorias. Confirmei a pouca vergonha. E se cruzarmos gentes do PS e do PSD no regabofe, o resultado é mesmo de piolheira!

O mal é mais fundo, tem a ver com uma ideia de Estado por cima da comunidade, o tal que, um dia, é amigo, quando dele sacamos o subsídio, e que, noutro, é o ladrão que nos rouba. E a eurocracia agravou a doença. Ambos continuam estrangeiros, como um “l’État c’est lui”, resistindo àquilo que deveria ser a democracia de o “o Estado somos nós”…

Enquanto a cunha e a fuga ao imposto continuarem, não é possível o reconhecimento do mérito e a consequente igualdade de oportunidades, onde a justiça sempre foi tratar desigualmente o desigual, sem estes curtos-circuitos da sociedade de corte, agravada pelos filhos de algo da partidocracia!

O regresso à verdade impõe que saibamos os custos de propaganda de uns simples minutos de telejornal para uma comemoração ou uma homenagem, sobretudo quando esta reveste a forma de compra de um adversário, especialmente quando este assume o habitual estilo de verme dos chamados filósofos da traição! Eu também fui a www.base.gov.pt. para medir certos patriarcas aparentemente impolutos.

Todos os tipos do PSD que têm tacho de Sócrates, armam-se agora em arautos do entendimento entre os dois irmãos-inimigos. Não são apenas os adversários internos de Passos que andavam calados. Os bonzos que nos têm desgovernado são exactamente os mesmos, deste bloco central de interesses e do respectivo centrão mole e difuso. Por mim, serei sempre radical!

Ora aí está uma boa notícia, em termos estaduais: a eleição para o Conselho de Segurança. Um abraço ao Luís Amado. Um reconhecimento à máquina diplomática.