Out 20

Pela Santa LIberdade! Eu, radical do centro, me confesso…

Subscrevo essa da necessária gestão das dependências, mas temo que nos tenhamos esquecido dessa essência da independência que, como dizia Herculano, sempre foi a vontade de sermos independentes. Chegou a hora da verdade: a queda das máscaras destes gladiadores retóricos dos interesses instalados que vão acelerar o crepúsculo do regime, suspendendo a democracia. Já nada é porreiro, pá! França e Alemanha preparam à pressa uma revisão do Tratado de Lisboa. Diante do mar da dita, afinal era só palha…São mais fáceis 27 ratificações na UE, do que a marcação de eleições gerais em Portugal. Apenas dependem da torneira do BCE… Depois de mais uma homilia do grande criador de factos políticos e de mais uma encavacadela, em torno de um glorioso tabu, o socratismo meteu o principal partido da oposição na bolsa da impotência, onde o viagra dos cenários políticos os vai fazer submergir nas sombras doentias do crepúsculo do regime… Por mim, estou de consciência tranquila: não votei PSD; não votei CDS; não votei Cavaco. Preferi fazer um contrato com quem sabe respeitar a palavra e está a cumprir o que prometeu. Continuo a não querer passar cheques em branco aos ditos porreiros pás, a comissões de honra de Belém e a comissários de Bruxelas. Se eu fosse republicano, refundava o velho partido republicano. Se eu fosse socialista, cumpriria o modelo organizacional de José Fontana, invocava Antero e não me importava da coragem de ser minoria. E se ainda houvesse legitimistas da constituição histórica, todos seriam António Ribeiro Saraiva, aliados ao José Estêvão. Como sou liberal, seguirei Sá da Bandeira contra os cabrais. Há que resistir ao rotativismo, ao devorismo e à encenação final da vitória da casta banco-burocrática!

Out 20

Teresa Ter-Minassian aceita liderar governo de salvação nacional

O problema não está entre “se este orçamento passar” e o “se este orçamento não passar”, mas antes entre “se este orçamento passar” e o “se outro orçamento passar”, mesmo que continue um primeiro-ministro do PS, se o patriotismo do Largo do Rato nos libertar desta viela de propaganda (escrito aqui, no passado dia 10).

Parece que, ontem, Passos Coelho ainda resistiu como voz tribunícia de certa esperança dos desesperados. Os representantes do velho clube das arcadas, onde o Martinho foi o ponto de encontro da casta banco-burocrática, animado pelos ex-presidentes, ex-constitucionalistas e ex-vacas sagradas, ainda espera que se mantenha a Tina da mixórdia antipolítica (There is no alternative)

Teresa Ter-Minassian aceita liderar governo de salvação nacional, no caso do orçamento teixeiral não ser abstencionado por Passos e Paulinho. Será este o pressuposto em que assenta a recandidatura do Professor Aníbal na sala Fernando Pessoa : “É a hora! Abaixo o nevoeiro!”. Soares estará na primeira fila, ao lado de Manuela Ferreira Leite.

Portugal cai dez lugares no ranking da liberdade de imprensa. Estamos ao nível do Mali e da Costa Rica…Não foi para isto que houve o “caso República”!