Out 22

Os rugidos vingativos do velho leão marinho…

Entre as muitas histórias que consegui captar na Madeira, contam-me que na República Suserana das Ilhas Selvagens, a foca nomeada secretário de estado dos assuntos externos de tal parvónia acaba de nomear uma comissão de sábios para a definição do perfil dos faroleiros de costa. Para o efeito, recorreu naturalmente aos docentes das várias tocas, ditas escolas, onde se formam os quadros especializados em tão luminosa tarefa. Segundo dizem círculos geralmente bem informados na leitura de tais decretinices, parece que, numa das tocas, escolheram os subsábios auxiliares, para irritarem os que institucionalmente deveriam ser chamados a cooperar. Os inspiradores da tramóia terão sido certas focas de corredor que tinham umas vingançazinhas a executar por razões de antigas histórias partidárias e de outras imparcialidades, constando também que não faltou a inspiração de um velho lobo marinho que já há muito saiu de tal toca, mas que continua a tocar todos os dias o hino do “depois de mim, o dilúvio”.

 

 

 

Tal espécie bem protegida terá como “hobby” favorito tentar decepar o carácter daqueles que rejeita como crias, mal estas começam a poder pensar pela própria cabeça e até se associam a medidas de adequada profilaxia ecológica contra a importação de espécies exóticas predadoras, para as quais o dito cujo meteu rugidos de cunha, aliás, transmitidos em directo pela televisão local, cujos sinais hertzianos conseguiram ser captados na vizinha República das Desertas. Como se toda a república dita selvagem tivesse que pagar a frustração do dito leão, mais uma vez, ter desistido de apresentar a respectiva candidatura à suprema magistratura dessa antiga sede de um velho império. Não por causa do inexistente limite de idade, mas porque, para manter a respectiva continuidade acumulativa de reformas e pensões, a que acrescem alguns proventos nomeativos mais recentes, emitiu certa literatura de justificação, segundo a qual quem geriu em plenificação autoritária, mais de meia dúzia de novas repúblicas actualmente soberanas, não aceita agora os incómodos políticos deste mero quintal, donde apenas aceita ser embaixador no Vaticano ou candidato a presidente do conselho de segurança da ONU, porque o foca seu rival, mas agora aliado, já andou pela assembleia geral do clube.

Out 22

Regresso ao comentarismo televisivo

Dois meses e meio depois, ainda combalido, regressei ao trapézio dos directos. Obrigado, ao Mário Crespo, ao António José Teixeira, à Gabriela e à Joana. É bom regressar a casa. Foi o meu Francisco que fez “screenshot”. Também levei uma camisa dele…

Mudei o meu facebook para latim: murus, indicia, imagines, cistae, partire e, sobretudo, quid cogitas? Dá para recordar o BoBiBum (o cognome do Nunes de Figueiredo, meu professor de Initia Latina, no liceu) e o Sebastião (o meu profe de direito romano). E assim me vou declinando, fugindo à linguagem única do inglês técnico…

Porque amanhã é sábado e muitos ainda acreditam, e bem, que pode haver domingo de ressurreição, mesmo que seja numa gruta, no interior da terra. Só que a libertação depende mesmo de cada um. Se, um por um, todos quisermos renascer. Sem “nihil obstat”…

Belmiro: “O principal de um grande líder é formar líderes melhores do que ele próprio. Se não assume isso, está o caldo entornado. Não devemos morrer agarradas ao cadeirão, mas nem sempre é assim, até na política”. E noutros sítios deste sítio, onde além dos gerontes, temos de aturar as sucessivas viúvas da respectiva corte de carreiristas incompetentes, vingativos e inquisidores.