Out 27

FB

O director da secção europeia do FMI afinal sempre foi de cá e já não precisa de chegar em manhã de borrasca ao aeroporto do défice. É António Borges. Ex-activista do CDS pós-freitista e pré-adrianista e ex-vice-presidente do PSD de Manuela Ferreira Leite.

Ana Paula Vitorino e Luís Duque são dois nomes que aparecem nos jornais. Espero que seja por bons motivos. Para bem do PS. E de uma coligação entre PSD e CDS:

Não há fumo sem fogo. Será branco se predominar a cor de cabelo dos chefes da delegação. Será negro de arderem os quadros em branco do “copy and paste” do tal orçamento, muito mau, mas que pode impedir Banco Borges sem Irmão de governar Portugal.

Manuel Dias Loureiro e Arlindo de Carvalho não compareceram ontem no CCB, na sala Fernando Pessoa. Não mereciam a sessão de auto-elogio recandidateira.

Catroga bateu com a porta da negociação técnica. Tinha razão, Teixeira já não era
financeiro, mas uma das pedras básicas do xadrez socrático. Até tem a sobranceria de declarar que o PSD queria aquilo que não queria. Mas desta, parece que houve testemunhas e
documentos…

Estive de manhã em directo na Sapo Notícias, sobre a recandidatura de Cavaco Silva

Vem aí, amanhã, uma sondagem explosiva. Não a posso revelar porque a acabei de comentar.
Estejam atentos.

Vejam, em directo, AR TV, também no Económico TV… Teixeira dos Santos está em análise

Um especialista em águas profundas e sem habilidade para metáforas, Teixeira (dos) santos, ainda há pouco na AR, sobre as nossas dificuldades de navegação: “os submarinos não são
atómicos nem andam à vela” (justificando os gastos adicionais em “combustíveis”…) (assim mesmo!).

Um velho senhor bonacheirão, mas que gosta de fazer trabalhos de casa e de falar naquilo que sabe, foi deixado quatro horas a secar, mas sai honrado. O outro apenas diz que as receitas são certas e que o corte das despesas da máquina que devia ter reformado e dirigido são incertas, invocando o monopólio dos encontros de primeiro grau com essa
abstracção dita “mercados”!

Vejo um ministro de Portugal dizer: “estão a ver, estão a ver, a bolsa hoje de tarde já caiu e os juros subiram”. E permito-me desconfiar de ser esse o resultados que alguns queriam, para transformar o prejuízo em pressão sobre a contraparte com que se está a negociar…

Out 27

A pronunciação da Alfândega do Porto

Vamos ouvindo a pronunciação discursiva de Cavaco Silva na Alfândega do Porto, num programa de governação que pode ser sufragado pelo povo e entrar em contradição com o programa do governo vigente. Na sala grande, centenas de VIPs de primeira, deixando os VIPs provincianos pelos corredores, ou agarrados ao plasma. E quase podemos dizer que, com tantas elites político-partidocráticas, político-militares e político-bancárias, que hoje foram mobilizadas pela fina flor do situacionismo societário, tal como há dias, no Ritz, se tinham reunido, em torno do soarismo, as elites do presente situacionismo aparelhista, talvez seja de substituirmos as eleições por uma mistura de passagem de modelos com a sondajocracia. A aula está a ser chata, longa e mui cumprida. Dá-nos tédio esta quebra do tabu.

 

De um lado, a grande unidade da parcela laranja da pós-revolução; do outro, o mais envelhecido modelo da síntese soarista. Entretanto, ao mesmo tempo que Cavaco levava o seu discurso ao meio, os telejornais entrevistavam Alberto Costa e os grevistas do partido dos becas, enquanto o ministro da defesa continuava a enfrentar o partido da tropa e a da educação se preparava para enfrentar a primeira greve dos professores promovida em conjunta pela UGT e pela CGTP. Assim, com este governo socialista em estado de des-graça, com meia dúzia de candidatos à presidência invocando a grande unidade antifascista, parece que o grande desafio passa por sabermos se haverá segunda volta.