Out 31

Farpas

O ciclo baga preta do regime (“blackberry”) fica para a história como uma bela fotografia
do álbum de um financeiro bonacheirão, ex-presidente de uma firma de adubos, de capital
estrangeiro, que escapava ao controlo dos herdeiros de Alfredo da Silva. Alberto João está
ufano. Não quis ficar em qualquer fotografia de fim de festa.

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda
por confirmar, está rosado de sebastiânicas saudações dos bonzos e instalados e agradecido
à eficácia da cesariana, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido
para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

 

Bela captação da postura metafísica da madrasta da Europa, porque não há vida para além do
défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos
da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer
já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Bismarck fez o Segundo Reich com muita mesa do orçamento, dos que estavam sentados na
dieta. A nova unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o
método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a
velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais.
Esquece-se da explosão dos mansos…

Napoleão quando pôs a pata em Portugal e depois em Espanha demorou a compreender 1808, a
que chamámos Restauração, numa cena que foi acompanhada pela guerra de independência dos
nossos irmãos. Daí veio a promessa de Cádis que repetimos em 1820-1822, em nome da
regeneração. Por mim, continuarei a peregri

Os alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808 proclamaram: “La Patria esta en peligro.
Madrid perece víctima de la perfidia francesa. Españoles acudid a salvarla”. Por cá um
movimento paralelo, o da Restauração de 1808, desencadeado a partir de Olhão, deu sinal
para a expulsão de Napoleão, o tal que também parecia invencível e queria construir a
Europa a partir do respectivo imperialismo usurpador…

Vou reler José Acúrsio das Neves…para tentar compreender esse período complexo, entre
1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou este paradoxo de o
reaccionário, aliado ao progressista, produzirem guerrilhas e constituições, com um povo
mobilizado por padres e maçons contra a abstracção imposta por alienígenas! Será que a
nossa Europa está novamente a cair nas teias do mesmo desviacionismo?

Infelizmente, muita da historiografia castelhana, como a que domina o Canal História,
continua a desconhecer como os portugueses se comportaram nesses anos. Deve ser remorso por
nos terem remetido a Carlota Joaquina!

Uma das principais lideranças da restauração de 1808 andou em volta do Conselho Conservador
que muitos persistem em não registar. E destacou-se particularmente um tal de José
Bonifácio de Andrade e Silva, antes de se fartar da Europa e de proclamar um novo reino no
d’além, face à impossibilidade do Reino Unido, que falta cumprir…

Dessas confusões ocupantes do imperialismo do Corso, acabou por restar o espinho da
ocupação dessa parcela do Alentejo de além-Guadiana, a que damos o saudoso nome de
Olivença. Vale-nos que nos vingámos no Brasil, furando, mais uma vez, as Tordesilhas!

Apesar de muitas incompreensões, o príncipe-regente, o futuro D. João VI, não se comportou
como os monarcas Carlos IV e Fernando VII, apesar de ter uma conjugal sombra a ter de o
acompanhar…

Desculpem, mas tudo resulta de um passeio meditado pela Gomes Freire e pelo Campo Santana,
olhando a nascente, para o Paço da Rainha, bem longe do Ramalhão! E depois de assistir a um
programa de ontem da espanholada do tal Canal História!

Out 31

Danado com a Alemanha e em nome da memória de libertação

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda por confirmar, está rosado de sebastiânicas saudações dos bonzos e instalados e agradecido à eficácia da cesariana, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

Bela captação da postura metafísica da madrasta da Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Bismarck fez o Segundo Reich com muita mesa do orçamento, dos que estavam sentados na dieta. A nova unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais. Esquece-se da explosão dos mansos…

Napoleão quando pôs a pata em Portugal e depois em Espanha demorou a compreender 1808, a que chamámos Restauração, numa cena que foi acompanhada pela guerra de independência dos nossos irmãos. Daí veio a promessa de Cádis que repetimos em 1820-1822, em nome da regeneração. Por mim, continuarei a peregrinar pelo Campo dos Mártires da Pátria, à espera de Gomes Freire!

Os alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808 proclamaram: “La Patria esta en peligro. Madrid perece víctima de la perfidia francesa. Españoles acudid a salvarla”. Por cá um movimento paralelo, o da Restauração de 1808, desencadeado a partir de Olhão, deu sinal para a expulsão de Napoleão, o tal que também parecia invencível e queria construir a Europa a partir do respectivo imperialismo usurpador…

Vou reler José Acúrsio das Neves…para tentar compreender esse período complexo, entre 1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou este paradoxo de o reaccionário, aliado ao progressista, produzirem guerrilhas e constituições, com um povo mobilizado por padres e maçons contra a abstracção imposta por alienígenas! Será que a nossa Europa está novamente a cair nas teias do mesmo desviacionismo?

Infelizmente, muita da historiografia castelhana, como a que domina o Canal História, continua a desconhecer como os portugueses se comportaram nesses anos. Deve ser remorso por nos terem remetido a Carlota Joaquina!

Uma das principais lideranças da restauração de 1808 andou em volta do Conselho Conservador que muitos persistem em não registar. E destacou-se particularmente um tal de José Bonifácio de Andrade e Silva, antes de se fartar da Europa e de proclamar um novo reino no d’além, face à impossibilidade do Reino Unido, que falta cumprir…

Dessas confusões ocupantes do imperialismo do Corso, acabou por restar o espinho da ocupação dessa parcela do Alentejo de além-Guadiana, a que damos o saudoso nome de Olivença. Vale-nos que nos vingámos no Brasil, furando, mais uma vez, as Tordesilhas!

Apesar de muitas incompreensões, o príncipe-regente, o futuro D. João VI, não se comportou como os monarcas Carlos IV e Fernando VII, apesar de ter uma conjugal sombra a ter de o acompanhar…

Desculpem, mas tudo resulta de um passeio meditado pela Gomes Freire e pelo Campo Santana, olhando a nascente, para o Paço da Rainha, bem longe do Ramalhão! E depois de assistir a um programa de ontem da espanholada do tal Canal História!

 

Out 31

O CICLO DA BAGA PRETA DO REGIME

O CICLO DA BAGA PRETA DO REGIME

por José Adelino Maltez

 

 

Quando nosso primeiro andava aos papéis, em pleno Páti perdido, sem ser dos Bichos nem das Damas, apenas convém saber se é permitido o uso dos telemóveis em pleno Conselho. A não ser que o rascunho venha por GPS avariado, o do Teixeira que já nem pelas estrelas nos navega. Mas, pronto! A coisa foi nascendo, com os bisturis pressionantes lá das bruxas. Só no reino que foi de Leopoldo é que o orçamento “belga”. De casa de ferreiro vem sempre espeto de pau…

 

O critério meritocrático de todas as conversatas comentadeiras, mesmo entre pessoas comuns, mas que dizem beber do fino, reduziu-se ao seguinte: “eu bem o dizia, pá, lembras-te das minhas palavras de há uns dias, eu já sabia, eu já sabia”. Pronto, entrámos definitivamente no regime dos prognósticos depois do apito final. E povo demora mais a decidir que o MP a investigar.

 

‎”Se a Itália tem Berlusconi, porque é que nós não havemos de ter acordo!”. Argumento ouvido ao pequeno-almoço, de quem não sabe que acordo vem de “ad” mais “cors, cordis” (etimologicamente, o que está junto ao coração) e que impede o desalmado do negocismo politiqueiro…

 

Chove que se farta. E fui lendo, ouvindo e vendo os pormenores do bufeiro espectáculo. Tenho pena de todos os mais papistas do que os papas que andaram por aí na berraria. Tenho a certeza que quem tirou a fotografia, à 23 horas e 19 minutos, não foi o ministro do TGV, António, Lino ou Mendonça… Foi um campino de Alcochete, ex-defensor do aeroporto da Ota!

 

O ciclo baga preta do regime (“blackberry”) fica para a história como uma bela fotografia do álbum de um financeiro bonacheirão, ex-presidente de uma firma de adubos, de capital estrangeiro, que escapava ao controlo dos herdeiros de Alfredo da Silva. Alberto João está ufano. Não quis ficar em qualquer fotografia de fim de festa.

 

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda por confirmar, está rosado pelas sebastiânicas saudações com que os bonzos e instalados anunciaram o terno rebento, maravilha da nossa idade, e agradecido à eficácia da cesariana bruxelense, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

 

Na actual metafísica da madrasta Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Out 31

As pretensas armadas invencíveis

Napoleão quando invadiu Portugal e, depois, a Espanha demorou a compreender 1808, a que os portugueses chamam Restauração e os espanhóis guerra de independência. Daí veio a promessa de Cádis e a Revolução Liberal portuguesa de 1822, em nome da regeneração. Daí importar recordar que Bismarck fez o Segundo Reich gerindo mesa do orçamento, especialmente comprando Estados através da política parlamentar subsidiada. A nova Alemanha unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais. Esquece-se da explosão dos mansos… Por isso importa compreender esse período complexo, entre 1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou uma explosiva mudança da construção imperial da Europa! Importa reler o edital dos alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808. Nós sabemos perfeitamente o que acontece às armadas invencíveis…