Danado com a Alemanha e em nome da memória de libertação

O bastardo de Merkl, que apenas serviu de barriguinha de aluguer, mas com paternidade ainda por confirmar, está rosado de sebastiânicas saudações dos bonzos e instalados e agradecido à eficácia da cesariana, porque o forceps, com que os credores ameaçaram, está prometido para a próxima apendicite, provocada pela baga negra…

Bela captação da postura metafísica da madrasta da Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade

Bismarck fez o Segundo Reich com muita mesa do orçamento, dos que estavam sentados na dieta. A nova unificada, que nada tem a ver com o diabólico do Terceiro Reich, repete o método através de uma eurocracia que perdeu o sonho e pensa que o futuro tem a ver com a velha tecnocracia missionária que vai meter nas regras a selvajaria dos primitivos actuais. Esquece-se da explosão dos mansos…

Napoleão quando pôs a pata em Portugal e depois em Espanha demorou a compreender 1808, a que chamámos Restauração, numa cena que foi acompanhada pela guerra de independência dos nossos irmãos. Daí veio a promessa de Cádis que repetimos em 1820-1822, em nome da regeneração. Por mim, continuarei a peregrinar pelo Campo dos Mártires da Pátria, à espera de Gomes Freire!

Os alcaides de Móstoles, em 2 de Maio de 1808 proclamaram: “La Patria esta en peligro. Madrid perece víctima de la perfidia francesa. Españoles acudid a salvarla”. Por cá um movimento paralelo, o da Restauração de 1808, desencadeado a partir de Olhão, deu sinal para a expulsão de Napoleão, o tal que também parecia invencível e queria construir a Europa a partir do respectivo imperialismo usurpador…

Vou reler José Acúrsio das Neves…para tentar compreender esse período complexo, entre 1806 e 1814, quando um colectivo libertador e peninsular gerou este paradoxo de o reaccionário, aliado ao progressista, produzirem guerrilhas e constituições, com um povo mobilizado por padres e maçons contra a abstracção imposta por alienígenas! Será que a nossa Europa está novamente a cair nas teias do mesmo desviacionismo?

Infelizmente, muita da historiografia castelhana, como a que domina o Canal História, continua a desconhecer como os portugueses se comportaram nesses anos. Deve ser remorso por nos terem remetido a Carlota Joaquina!

Uma das principais lideranças da restauração de 1808 andou em volta do Conselho Conservador que muitos persistem em não registar. E destacou-se particularmente um tal de José Bonifácio de Andrade e Silva, antes de se fartar da Europa e de proclamar um novo reino no d’além, face à impossibilidade do Reino Unido, que falta cumprir…

Dessas confusões ocupantes do imperialismo do Corso, acabou por restar o espinho da ocupação dessa parcela do Alentejo de além-Guadiana, a que damos o saudoso nome de Olivença. Vale-nos que nos vingámos no Brasil, furando, mais uma vez, as Tordesilhas!

Apesar de muitas incompreensões, o príncipe-regente, o futuro D. João VI, não se comportou como os monarcas Carlos IV e Fernando VII, apesar de ter uma conjugal sombra a ter de o acompanhar…

Desculpem, mas tudo resulta de um passeio meditado pela Gomes Freire e pelo Campo Santana, olhando a nascente, para o Paço da Rainha, bem longe do Ramalhão! E depois de assistir a um programa de ontem da espanholada do tal Canal História!

 

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