entrámos definitivamente no regime dos prognósticos

O critério meritocrático de todas as conversatas de hoje, mesmo entre pessoas comuns, mas que dizem beber do fino, reduz-se ao seguinte: “eu bem o dizia, pá, lembras-te das minhas palavras de há uns dias, eu já sabia, eu já sabia”. Pronto, entrámos definitivamente no regime dos prognósticos depois do apito final. E povo demora mais a decidir que o MP a investigar.

Se a Itália tem Berlusconi, porque é que nós não havemos de ter acordo!”. Argumento ouvido ao pequeno-almoço, de quem não sabe que acordo vem de “ad” mais “cors, cordis” (etimologicamente, o que está junto ao coração) e que impede o desalmado do negocismo politiqueiro…

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