Farpas

O critério meritocrático de todas as conversatas de hoje, mesmo entre pessoas comuns, mas que dizem beber do fino, reduz-se ao seguinte: “eu bem o dizia, pá, lembras-te das minhas
palavras de há uns dias, eu já sabia, eu já sabia”. Pronto, entrámos definitivamente no regime dos prognósticos depois do apito final. E opvo demora mais a decidir que o MP a
investigar.
“Se a Itália tem Berlusconi, porque é que nós não havemos de ter acordo!”. Argumento ouvido ao pequeno-almoço, de quem não sabe que acordo vem de “ad” mais “cors, cordis”
(etimologicamente, o que está junto ao coração) e que impede o desalmado do negocismo
politiqueiro…

Chove que se farta. Só agora li, ouvi e ouvi os pormenores do espectáculo das novas. Tenho
pena de todos os mais papistas do que os papas que andaram por aí na berraria. Tenho a
certeza que quem tirou a fotografia de ontem, à 23 horas e 19 minutos, não foi o ministro do TGV, António, Lino ou Mendonça… Foi um campino de Alcochete, ex-defensor do aeroporto
da Ota!
Um varreador municipal declara que o problema das cheias de ontem na baixa da capital nada tem a ver com o entupimento das sarjetas. Basta notarmos o zelo de um dos mais recentes
cursos constante do catálogo das novas oportunidades e habilidades de pata ao léu…
(imagem devidamente identificada de um novo desvalido da classe média do 3º escalão do
IRS).
Para os meus filhos, que andam lá por fora, espreitarem o que aconteceu ontem no Rossio

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