Há uma certa geração viagra

Há uma certa geração viagra que, de forma revisionista, julga que apenas se registarão os epitáfios que todos os dias vão esculpindo, julgando que controlam a mera história dos vencedores. Como se ela fosse uma espécie de biografia autorizada pelos autores, onde apenas se irão ler as actas que eles próprios escreveram…. Suas ministeriais excelências são muitos infernos cheios de boas intenções que o raio das cotações, das taxas e dos mercados, dia a dias, nos desmentem, mesmo que se vistam de zorrinho e se conjuguem à manel pinho, no “dominus vobiscum”… Berlusconi vai mesmo ser submetido a um tribunal. Nem tudo o que o príncipe diz tem valor de lei; e o príncipe está sujeito à própria lei que edita… Deixem-no lá estar. Assim não teremos, por cá, as direitas e as esquerdas mais estúpidas do mundo. Apenas confirmaremos que ele é um dos rostos da Europa a que chegámos. Não é porreiro, pá! É uma vergonha… O povo são as camionetas de turismo para a terceira idade com que vão enchendo de figurantes as récitas capitaleiras do sindicato do elogio mútuo e os sucessivos cenários das homilias com que reelegem a oposição que lhes convém… A razão de Estado, sem Estado-razão, continua no tem-te, não caias. Têm o apoio das oligarquias que, por eles, continuam a facturar, a legislar, a regulamentar e a interpretar as vírgulas com que conjugam o pretenso monopólio do interesse nacional… Os adjuntos de certos descendentes dos negreiros pensam que o povão apenas come e cala, enquanto o pau vai e vem e lhe folgam as costas. Mas há quem não queira ser gladiador de certas castas que se vão adaptando ao devorismo dos vários regimes, entre música celestial e discursos de fazerem chorar as pedras da calçada. Por cá continua a gestão de interesses e pressões que tentam fazer dos intelectuários meros decoradores de salão de uma decadência típica dos fins de regime, onde feitores de ricaços alienígenas continuam a instrumentalizar adesivos e viracasacas, esses porta-vozes dos donos de seus costumes que nos continuam a escravizar.

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