Abr 09

Congresso do PS em Matosinhos

Sócrates, com tangas, lá vai dançando o tango, mesmo sem tanga. Há seis anos que na prática a teoria é outra. Está gasto pelo mau uso.

Portugal já não tem que se preocupar: uma assembleia de notáveis dos sucessivos situacionismos do regime, agregando o “prós e contras” e a “quadratura do círculo”, patrocinada pelos ex-treinadores do Conselho de Reitores e do Palácio de Belém, bem como pelos restos das respectivas comissões de honra já pensou tudo por nós, já decidiu tudo por nós. É o golpe do abaixo-assinado.

Estamos no abismo, a situação é trágica, passamos uma vergonha. Palavras de Luís Amado, há bocado. Também subscrevo a frase que ele deixou escapar: “posso não gostar do engenheiro Sócrates…”. Mas…

“Se o PS vencer, é Portugal que vai ganhar as próximas eleições” (Expressão cesarista, ouvida mesmo agora).

Lá vou continuando a ouvir o congresso de Matosinhos. Pelo menos dá-nos música. E revela uma faceta desconhecida de Sócrates: um apresentador de discursos de comício. Excelente desempenho, na apresentação de Assis e de Ferro.

«Ó Zé, estão a revelar um mal disfarçado receio de se defrontar contigo nas eleições» (uma expressão no comício de Matosinhos de um dos 47 notáveis)

O homem não é adepto da agenda liberal. É mesmo liberal. Doutorou-se em Oxford com “Corporatism and Industrial Competitiveness in Small European States” (1996)

O chefe da oposição com Manuel Maria Carrilho ao lado, denunciando o que se passou no Congresso de Matosinhos.