Abr 12

À laia de testamento colectivo

Não passo de uma pequena minoria constituída apenas por mim mesmo e pelos que me honram ao ouvir-me ou ler-me, incluindo os que discordam do que penso ou digo. Mas sinto que, por estes dias, se jogam destinos comunitários de séculos, isto é, das sucessivas refundações do Portugal político, coisas bem superiores a orgulhos individuais ou opções ideológicas de grupos. Infelizmente, sendo do contra face aos bonzos dominantes , não alinho nos endireitas e nos canhotos que os têm perpetuado. E como tal tenho pensado e tenho dito. Especialmente quando os resultados da nossa economia e das nossas finanças conduziram ao presente desastre e os resultados políticos previsíveis ameaçam a cereja do impasse nas próximas eleições. Os actores políticos portugueses, entre presidentes e ex-presidentes, e partidos, têm tanta culpa quanto os chamados fazedores de opinião e comentadores chamados ao microfone, à escrita e ao écran, entre os quais me incluo. Todos tememos ultrapassar o conservadorismo do que está, porque todos temos medo. Por outras palavras, ainda estamos no dia 24 de Abril de 1974. Estupidamente sós.

Abr 12

À laia de testamento colectivo

Não passo de uma pequena minoria constituída apenas por mim mesmo e pelos que me honram ae ouvir-me ou ler-me, incluindo os que discordam do que penso ou digo. Mas sinto que, por estes dias, se jogam destinos comunitários de séculos, isto é, das sucessivas refundações do Portugal político, coisas bem superiores a orgulhos individuais ou opções ideológicas de grupos.
Sou dos que sempre discordou politicamente de Cavaco Silva. Apenas me lembra de ter votado PPD com primeiro Sá Carneiro. Nunca fui de esquerda. Não odeio o Partido Socialista, onde tenho dos melhores amigos. Já votei PCP, algumas vezes. E não tenho condições de saúde para poder voltar a ser actor político, mesmo secundário, como sempre fui. Mas não desisto do civismo. Daí persistir como homem revoltado.
Diferentemente de Passos Coelho e de Fernando Nobre, sou um liberal assumido e, se houvesse um partido que como tal pensasse e actuasse, estava condenado a nele me inscrever como soldado. E nem sequer tenho de inventar nada: alinho perfeitamente naquele que é o terceiro maior grupo político europeu, o que não está tão está tão à direita como o PPE, nem tão à esquerda como os socialistas europeus.
Infelizmente, sendo do contra face aos bonzos dominantes do PSD e do PS, não alinho nos endireitas e nos canhotos que os têm perpetuado. E como tal tenho pensado e tenho dito. Especialmente quando os resultados da nossa economia e das nossas finanças conduziram ao presente desastre e os resultados políticos previsíveis ameaçam a cereja do impasse nas próximas eleições.
Os actores políticos portugueses, entre presidentes e ex-presidentes, e partidos, têm tanta culpa quanto os chamados fazedores de opinião e comentadores chamados ao microfone, à escrita e ao écran, entre os quais me incluo. Todos tememos ultrapassar o conservadorismo do que está, porque todos temos medo. Por outras palavras, ainda estamos no dia 24 de Abril de 1974. Estupidamente sós.

Abr 12

À laia de testamento colectivo

FMI: previsões sobre a recessão. Estamos ao lado da Grécia e da Costa do Marfim, mas em breve largaremos este pelotão, para mais recessão. Fico envergonhado. Espero que a PGR nos salve dando seguimento ao esforço de salvação do mundo expresso pelos economistas J. M. Pureza, José Reis e Manuela Silva. Processemos a terra inteira! Amen!

Não passo de uma pequena minoria constituída apenas por mim mesmo e pelos que me honra de ouvir-me ou ler-me, incluindo os que discordam do que penso ou digo. Mas sinto que, por estes dias, se jogam destinos comunitários de séculos, isto é, das sucessivas refundações do Portugal político, coisas bem superiores a orgulhos individuais ou opções ideológicas de grupos.

Sou dos que sempre discordou politicamente de Cavaco Silva. Apenas me lembra de ter votado PPD com primeiro Sá Carneiro. Nunca fui de esquerda. Não odeio o Partido Socialista, onde tenho dos melhores amigos. Já votei PCP, algumas vezes. E não tenho condições de saúde para poder voltar a ser actor político, mesmo secundário, como sempre fui. Mas não desisto do civismo. Daí persistir como homem revoltado.

Diferentemente de Passos Coelho e de Fernando Nobre, sou um liberal assumido e se houvesse um partido que como tal pensasse e actuasse, estava condenado a nele me inscrever como soldado. E nem sequer tenho de inventar nada: alinho perfeitamente naquele que é o terceiro maior grupo político europeu, o que não está tão está tão à direita como o PPE, nem tão à esquerda como os socialistas europeus.

Os actores políticos portugueses, entre presidentes e ex-presidentes, e partidos, têm tanta culpa quanto os chamados fazedores de opinião e comentadores chamados ao microfone, à escrita e ao écran, entre os quais me incluo. Todos tememos ultrapassar o conservadorismo do que está, porquem todos temos medo. Por outras palavras, ainda estamos no dia 24 de Abril de 1974. Estupidamente sós.

Acto I – Há uma coisa que consegue ligar Sócrates, Portas, Passos, Louçã, Jerónimo e Cavaco: nenhum deles é liberal.

Acto II: Há uma coisa que une todos os primeiros países mais humanamente desenvolvidos do mundo: são produto da civilização liberal.

Acto III: Há uma coisa que, de há muito, devia ser tentada em Portugal: deixarmos de considerar o liberal como pecado.

Acto IV: Quem constituiu o Estado contemporâneo em Portugal foram os que também conquistaram a liberdade: os liberais. Viva Mouzinho da Silveira.

Acto V: Quem trouxe o “Welfare State”, sustentado e realizado, à Europa foi precisamente um liberal, Beveridge. Não foram os leninistas, os trotskistas, os estalinistas e os maoístas.

Acto VI: Ainda bem que, depois, os socialistas se liberalizaram e o assumiram, sobretudo quando passaram a anticomunistas.

Acto VII: Ainda bem que os cristãos se democratizaram, sobretudo depois da Rerum Novarum de 1891.

Acto IX: Ainda bem que democratas-cristãos, sociais-democratas e liberais se aliaram contra o nazi-fascismo, os autoritarismos e os comunismos, e que os “tories” se aliaram aos “whigs”.

Acto X: Infelizmente, em Portugal, continuamos atrasados. Os resultados confirmam-no. Assinado por um liberal que, para poder ser velho-liberal, tem de ser neoliberal. Como Hayek, como Ropke, como Mises, como Popper. Tenho orgulho. Dá bem melhores resultados.

Deu entrada no Tribunal Constitucional germânico uma queixa que visa impedir a Alemanha de participar no resgate a Portugal. Felizmente, a justiça constitucional alemã é lenta. Ainda não decidiu sobre idêntica queixa apresentada por causa do resgate à Grécia. Na altura ainda participámos como resgatadores, sem que algum professor de economia apresentasse o problema à nossa PGR.

Ontem o malhador de serviço foi João Tiago da Silveira. Hoje é Francisco Assis. O PSD ainda não destacou ninguém para repetir as palavras que Luís Amado proferiu sobre a humilhação e vergonha que continuamos a sofrer. Ou para repetir as denúncias de Mário Soares sobre o comício de Matosinhos. O PS continua a lançar os foguetes e a apanhar as canas. Os outros caem na casca de banana e sarmentam sobre Nobre.

Ouço Mário Soares, homem experimentado. Na sua história, um pequeno detalhe. Nunca tinha sido deputado no Parlamento Europeu, mas um dia candidatou-se, na condição de ser logo Presidente do Parlamento Europeu. Foi substituído por quem ele qualificou como mera dona de casa. Agora, dá sentenças como Frei Tomás. É costume, do outro, do que diz e não faz.

Luís Amado, e muito bem, acha que as negociações para a ajuda vão correr bem, porque há boa fé, no plano das relações externas, de Estado a Estados. Quem me dera que, nas relações internas, partido a partido, cidadão a Estado, pudessem ser praticados os mesmos princípios. Se queremos selva cá dentro, mesmo sem árbitro que apite, é inevitável que nos tratem como selvagens. E nos sujeitem à lei da selva.

Hoje não vou escrever mais nada. Li e ainda estou a digerir o último artigo de Henrique Medina Carreira. Pena não poder ouvir a anunciada entrevista dele, logo às nove da noite na SICN. Até eu levei um murro. Vou meditar.