Abr 22

A reunião terminou aos berros, entre o chefe do governo e o líder da oposição

Ninguém mobiliza contra o situacionismo, pondo no palco da alternância os causadores do presente situacionismo e que com ele se coligaram, mesmo aqui e agora, a nível do micro-autoritarismo sub-estatal, gerando pequenos blocos centrais, entre socratinhos e cavaquinhos. Esse é o principal problema de Passos Coelho.

Quando António Costa fez aquilo que foi qualificado como um corajoso ataque a Teixeira dos Santos, estava a desenhar uma táctica que era das próprias cúpulas do PS. Exactamente igual às lamentações de Edite Estrela hoje. O que vem à rede é peixe, neste jogo politiqueiro do vale tudo.

A reunião terminou aos berros, entre o chefe do governo e o líder da oposição. Porque o chefe começou a elevar a voz para que o outro dançasse o tango. Pena que o Pedro não colocasse a voz, com o tom lírico para que tem vocação. Que, da concórdia dos cânones discordantes, bem poderia nascer a harmonia…

Afinal, o partido concorrente às eleições com mais cabeças de lista que fazem parte da coluna dos amigos aqui na coluna da esquerda é o Partido da Terra. O meu antigo aluno e ex-deputado, Pedro Quartin Graça, mandou-me a lista.

“Um partido faz sempre opções. São convidadas umas centenas de pessoas e muitos milhares não são convidadas…As coisas começam e acabam. É um acto normal ter acabado”. Não, não foi Maquiavel que o escreveu, foi um actual ministro, convidado, sobre outro ministro mais alto, não convidado.