Abr 28

Há um país esquizofrénico

Há um país esquizofrénico. Ouço Sócrates na TSF e os ouvintes-comentadores tratam-no como o Deus-Sol, salvador da pátria. Passo para a opinião pública da SICN, o exacto contrário, ele é o Diabo em figura humana. Desliguei os dois programas. E não apoio os aparelhos partidários que mobilizaram os respectivos militantes para estas acções de propaganda militante.

O fim da era dos governos minoritários também deve ser o fim do ciclo dos governos monopartidários. Mas pode não ser o fim do rotativismo. E muito menos do devorismo. Pode até nem ser efectiva mudança. Por isso é que as escolhas eleitorais devem traduzir-se numa espécie de golpe de Estado sem efusão de sangue.

A minha homenagem a Vitorino Magalhães Godinho. Lendo o respectivo processo de demissão da função pública nos anos sessenta, na recolha do irmão, seu advogado, José Magalhães Godinho, em “Causas que foram Caos”. Quase todos silenciam este episódio, para cumprimento da literatura de justificação e de outros epitáfios vérmicos. Ou os efeitos de “verberar” um ministro no exercício da respectiva missão.