estamos dependentes de terceiros

Fomos condenados a ir para a guerra colonial, da mesma maneira que o fomos para a descolonização, e a integração europeia da democracia apenas confirmou a integração da EFTA, o plano B do salazarismo de Correia de Oliveira. De qualquer maneira, tanto nos atrasámos na industrialização como na dignidade no trabalho e na solidariedade social.

Brutalmente falando: estamos dependentes de terceiros, isto é, de uma votação finlandesa ou de uma decisão do tribunal constitucional alemão. E os donos dos mercados vão espetando o dente. Ou de como a tese das teorias da conspiração pecuárias, expressas no comício de matosinhos, são mais umas das joão-francadas que nos podem levar ao republiquicídio encavacado…

Os restos dos últimos sovietes, as centenas de milhares de funcionários públicos despedidos pelo irmão Castro em Havana, já se ofereceram para um gigantesco comício que, partindo de Petrogrado, desembarque na antiga província russa em protesto. Fernando Rosas já se ofereceu para desenhar os cartazes…

Olhando o umbigo das nossas misérias, não reparamos que estão reunidos os cinco que mais nos encravaram na concorrência global, alterando o quadro em que se baseou a nossa ilusão de bons alunos: China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul querem ainda ser mais actores. Cá brincamos, eles BRICam. Aliás foi esse o tema da última dissertação de doutoramento que orientei. Não é, Marco?

Depois da irresponsabilidade do PSD, chegou agora a vez da Finlândia. Para sermos a última fronteira, o ex-adjunto de Macário propõe que todos os socialistas da Europa sigam o exemplo da procissão do senhor de Matosinhos: “já espatifei o meu Nokia, mandei vir um Blackberry dos BRICs”

Troika afinal não são 3, mas 3…3. É o chamado problema do gago. E a passagem da Santíssima Trindade à idade de Cristo, quando foi crucificado. Prefiro Isaac Newton, que colocou o 33 como ponto máximo de temperatura, quando a água ferve. Pode ser que a tampa salte. Para quem tem coluna e não torce, a imagem da 33ª vértebra é mais esperançosa. Tem a ver com o osso dito sacro…

 

Comments are closed.