Farpas

A obstinação socrática e o seu belo resultado! Ou, como dizia a Drª Manuela Ferreira Leite, o coveiro da pátria. Com dignidade, retirava-se, dado que afundou o país! — com José Teixeira E Melo e 38 outras pessoas.

A única coisa que a classe política dos náufragos discute: qual o meu lugar na lista e quantos é que vamos meter. Porque a coisa está mesmo preta neste tem-te não caias… Telefona ao Relvas, Manel! E não te esqueças de recordar ao Renato Sampaio aquele belo almoço com o Sócrates. E tu, Paulinho, marca lá na agenda a feira da próxima semana…

Ser da classe política ou independente à espera de um convite é a grande azáfama de cerca de cinco mil portugueses entre os capitaleiros da sociedade de corte e os anjos da província que querem bilhete para uma adequada queda. Tudo em nome da defesa do quadrado de muitas vidinhas de subpolíticos profissionais pouco dados ao conselho antigo: vale mais torceres do que quebrares, tu não sabes fazer mais nada!

Analista ou comentador económico é aquele que depois do jogo diz que o resultado era inevitável porque o que tem de ser tem muita força. Raramente diz que o árbitro não deveria ler levado o jogo para prolongamento. E que é inadmissível o desempate por grandes penalidades. Nada digo sobre a história do Calabote que afinal era mera lenda de chocolatinhos.

 

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