Não chega a aritmética de uma maoria absoluta parlamentar

Muito fui criticado por ter dito que no dia imediato à eleição presidencial entrámos num novo ciclo. Até o meu amigo Carlos Abreu Amorim me zurziu em directo. Afinal, entrámos mesmo. Apenas me apetecia que viesse aquilo que desejei na própria noite das últimas legislativas: um governo intermediário, com os apoios que tiveram os seis provisórios deste regime.

Não chega a aritmética de uma maoria absoluta parlamentar. Importa uma geometria social de consenso, para uma refundação do regime, onde a anterior partidocracia tem de fazer, com humildade, um novo pacto, agora entre a sociedade civil e os partidos, com ideias de obra e consequentes manifestações de comunhão. É o meu desejo de liberal para uma democracia consociativa, sem corporativismos.

Estado consegue financiar-se em leilão extraordinário, mas Fitch corta-nos o rating em três níveis. Aquece, arrefece, aquece, arrefece. São só flexões, com a barriga cheia de gorduras do estadão, pronunciamentos de propaganda e falta de senso. Precisamos de mais nervo e de calcificação dos ossos. Vamos à obra. De organização do trabalho nacional, como diria Ezequiel de Campos.

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