Os portugueses não estão de ponte

Diante do mar, por entre os campos, verdes e molhados, com a cachorra a perseguir sapos, os pássaros, as flores lilazes, e o barulho das ondas em fundo. Boa Páscoa.

Os portugueses não estão de ponte, nem os governantes estão de férias. Somos um povo de brandos costumes que vive ardentemente a tolerância de ponto que é uma solene forma de greve de zelo, qual canto de cisne para os dramalhões que aí vêm, depois das mensagens da Páscoa e do dia dos cravos. Ascendemos, já cá não estamos!

Não há notícias da politiqueirice. Estão todos a reler o “Expresso”. Depois dos Passos do Senhor e do coelhinho de chocolate, o arrefecimento nocturno. Parece que amanhã vai aquecer, até para o Pinto. Entre os discursos dos past-presidentes e do presidente ele-mesmo, dado que os espanhóis começam hoje a regressar.

 

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