A pressão dos cenários propagandísticos da partidocracia

Enquanto não volver a confiança pública, todas as palavras que os líderes políticos emitem são palavras sem sentido, porque a comunidade já concluiu que os nomes invocados não correspondem ás coisas nomeadas.

 

A pressão dos cenários propagandísticos da partidocracia em campanha é forte demais e qualquer semelhança entre este espectáculo de récitas suburbanas e a cidadania activa é pura coincidência. O palanque dos líderes já cansa e a personalização do poder enjoa.

 

Presidente Cavaco não comenta sondagens no seu “Facebook”. Por mim, apenas me recordo do que prometeu para depois de 5 de Junho: um governo com apoio maioritário. Até pode ser um governo exclusivamente CDS, com apoio do PS e do PSD. Pelo menos, seria inédito.

 

Alguns analistas explicam a encruzilhada por causa da máquina de propaganda do PS que até faria mais de uma conferência de imprensa por dia. Não sou desses. Sou mesmo do contra. Até contra os que agora estão no contra os do contra, para poderem saudar quem quer que for o vencedor. E facturar.

 

Para muitos adeptos do chamado pragmatismo, um bom governo de Portugal p.f. poderia ser o tal do CDS, aprovado maioritariamente por PS e PSD, mas desde que todos os ministros adesivos pudessem inserir-se na categoria mais lucrativa da nossa politiqueirice: a do viracasaquismo!

 

Dois meses antes do 5 de Outubro de 1910, os monárquicos situacionistas esmagaram os republicanos. Um ano antes do 28 de Maio, os republicanos bonzos obtiveram uma exuberante vitória. É costume. Um quarto de hora antes, está tudo vivo…

 

Um quarto de hora antes da execução das primeiras medidas da troika, já sem truques nem tricas…

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