A Ilusitânia é directamente proporcional à Deseuropa

A Ilusitânia é directamente proporcional à Deseuropa. Ambas dão tiros nos pés, com literatura de justificação e música celestial, enquanto os gerontes se regalam com a conspiração de avós e netos, enviuvados. Quando ameaça o crepúsculo, os filósofos da traição levantam sempre seu voo, cantando de cisne.  O Objecto Político Não Identificado, o que confunde o caruncho de uma tábua flutuante de Madeira com a floresta, continua em “delirium tremens”. No futebol, ficou adiado; na Fátima, fia-se na virgem das IPSS; no fado, continua o choradinho dos psicopatas sentenciadores…  Quando o velho estado novo se confunde com o novo estado velho, apenas devo concluir que permanece um despotismo falsamente iluminado. Porque o monopólio da luz artificial, a da imagem, sondagem e sacanagem, apenas lhe vem das pilhas que acumulou a partir das energias renovadas da central de afunilamento da mesa do orçamento. Cortem-lhe a verba, que, neste caso deixa de ter pio e consequente verbo.  Nestas ocasiões furtivas, a única táctica adequada é a do franco-atirador com boa mobilidade e que não mostre o periscópio da aceitação do favor. Isto é, que não deixe ser comprado pelos pequenos poderes do poder. Nem em honrarias de lata e cuspo.  Eu sou mais como o outro: no princípio era o verbo, isto é, “logos”, para que a força volte à razão e a justiça não seja impotente.  Na velha Ilusitânia, no tempo em que os animais continuavam a falar, um ilustre chefe de bando das honrarias, penduricalhos, nomeações, tachos e outras loiças, continue impune a semear saneamentos, ostracismos e outras penas infamantes por todos aqueles que lhe disseram não, com a habitual desvergonha, da pretensa ciência certa e do habitual poder absoluto, a que chamaram despotismo iluminado. O respectivo trono continua a prosperar sobre a planície unidimensional da servidão voluntária.

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