A velha revolução liberal, a do indivíduo, ainda está por cumprir

A velha revolução liberal, a do indivíduo, ainda está por cumprir. Aqui, venceu-se a do laicismo, de tal maneira que um liberal já pode clamar pela sociedade pós-secular dando um papel público às religiões. Falta vencer a da luta contra a fome, a da pobreza, a da liberdade de consciência, a da difusão do saber e a da conjugação da pluralidade de pertenças com sucessivas repúblicas universais.

Invoquei as heranças de Constant, Tocqueville, Stuart Mill, Thomas Hill Green e dos dois Hob, John Atkinson Hobson e Leonard Hobhouse. Onde um verdadeiro liberal é sempre um reformador social, pela justiça. Basta reler o José Guilherme Merquior e as pontes de ligação com os federalistas e os libertários, numa comunhão com a tradição radical, de que não abdico.

As várias famílias liberais portuguesas estão a mexer, desde a mais tradicional, a de Gomes Freire e do vintismo, aos sociais liberais e aos liberais clássicos, da Causa Liberal. Estes reunir-se-ão para a semana. Tentarei lá estar, para dizer o mesmo. Sou pela tradição por cumprir. Em esperança. Coisa que é tão natural, enquanto concepção do mundo e da vida, quanto o ar que se respira. Logo, importa convergir para unir. O partido liberal não tem partido, mas toma partido

Tentarei não comentar casos de polícia. Mesmo que envolvam políticos. Ex-políticos de actuais partidos

Qual a boa democracia que não prendeu ministros, deputados e outros políticos, dos ex aos no activo?

A união dos interesses económicos, isto é, a patronal, passou a força viva que desanca no presente gabinete ministerial. Saraiva diz que chegou a hora de repensar o ministério de Álvaro. Nem sequer disse que chegou a haver estado de graça, mas que acabou o benefício da dúvida. E Belmiro que foi amuleto de apoio ao governo a que chegámos já diz mal dos políticos que ajudou a ascender. Tudo um problema de mastodontes que não produzem legumes nem tomates, onde podemos ser auto-suficientes.

Estamos à beira da “miséria absoluta” e da criação de “um exército de excluídos”. Não foi Otelo que delirou. Foi Belmiro de Azevedo que o “analisou”.

O Tribunal Constitucional está reunido de emergência sobre a redacção final da pergunta do anunciado referendo nacional: “destes feriados todos em qual de dois é que pões a cruzinha para os liquidares”. Ministros dizem que este apelo à democracia directa vai dar muito trabalho.

 

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