Aqui acaba toda a terra antiga

Aqui acaba toda a terra antiga,/começa aqui a tentação do mar./ Europa – ainda era rapariga -,/ Sentou-se aqui um dia a descansar./ Vinha de longe, andando com fadiga,/ vinha de longe, andando sem parar…/ Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga,/ logo pensou Europa em se casar./ / Pediu-a p’ra mulher o Padre-Oceano./ Entre sereias, conchas e golfinhos,/ as ondas lhe bordaram o enxoval.// E quando o noivo a recebeu, ufano,/ nestes penhascos rústicos, sòzinhos,/ deram os dois o ser a Portugal

 

Cavaco Silva repete as teses de Strauss-Kahn, tal como as de Kohl, Schmidt, quanto à Europa, bem como na necessidade de diálogo do PS e do PSD e na procura da coesão social. As ideias são nacionalmente consensuais e, da parte da opinião pública, apenas temos que dar mais uns empurrões.

 

Aqui, os submarinos acedem mais rapidamente às profundezas oceânicas, mesmo que desenrolem o periscópio.

 

“Sozinha, nos penhascos do Ocidente,
ouvindo ao mar o ímpeto brutal,
pariste longa e dolorosamente
um moço a quem chamaste Portugal!”

 

A coerência do PCP na solidariedade do internacionalismo estalinista não é um defeito, é uma virtude, a da continuidade, com pouca evolução.

 

Como dizia Raymond Aron, o principal problema da democracia é que praticamente todos os regimes do mundo se dizem hoje democráticos.

 

Ai do nosso tempo, se tivesse de acabar com todos os mistérios! Não existe apenas aquilo que se explica.

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