Farpas de 10 de Janeiro de 2012

Nos tempos do laicismo e da secularização, quando, nalguns Estados, chegou a admitir-se a não existência da religião no espaço público, certas polémicas teriam algum sentido de arqueologia ideológica. Num tempo já pós-secular, traduzir em calão dispositivos legislativos iranianos soa a tiro na alma daquele modelo ocidental e europeu que foi edificado através da aliança do humanismo cristão com o humanismo laico.

Ao contrário do que alguns por aí dizem, não estamos a assistir a nenhuma campanha antimaçónica. Porque, uns, os da teoria arqueológica, “a vêem como um grupo de velhos inofensivos que gostam de brincar aos disfarces”. Outros, contudo, preferem a teoria da conspiração e “referem-na como uma cabala secreta de agentes do poder que governam o mundo”, para repetirmos palavras de Dan Brown. D. José Policarpo, em superior divergência, colocou a questão no plano mais ascendente, para além do título da parangona que emite a declaração.

 

Comments are closed.