Farpas 14 Fevereiro de 2012

Moody’s … É o nome que darei ao próximo rafeiro que adoptar. Desde que ele não me encha de lixo.

Até para o afastamento de um falso D. Sebastião há sempre literatura de justificação com a adequada teoria da conspiração. Um problema de mera ciumeira em dia de São Valentim, como se a suspeita de adultério pudesse ser invocada como justa causa. Afinal a Troika é um clube de reservado direito de admissão, mesmo que a bisbilhoteira seja de consabida má fama. Até exige ruinosas comissões pelas visitas aos túneis dos horrores.

Quem não for pela obediência à troika não será um bom português? E quem for a favor do reajustamento? E haverá algum? Ou seremos todos um “tertium genus” entre os coitadinhos e os piegas? Posso submeter-me para sobreviver, mas tenho de lutar para continuar a viver.

A história é o género literário mais próximo da ficção, pelo que as teorias da conspiração são como os prognósticos depois do apito final, são sempre confirmáveis, mas “a posteriori”. Até ao epílogo, há sempre uma série de acasos, alguns deles cómicos, funcionando apenas os acasos procurados pela vontade de quem tem princípios expressos através da mistura de entusiasmo mais pensamento. Mesmo que se perca. Aliás, a razão da força raramente é derrotada pela força da razão, mas, às vezes, acontece, desde que se saiba dar força à esperança.

O destino de um “whig” é como o de um “girondin”. Os “tories” consideram-nos jacobinos e estes utilizam contra eles a guilhotina, acusando-os de “contra-revolucionários”. Eles, como liberais, contra o construtivismo das revoluções, apenas querem uma revolução evitada, isto é, querem conservar o que deve ser, com metodologias reformistas e objectivos revolucionários. Apenas são velhos liberais, contra “neocons”, “neolibs” e revolucionários frustrados, incluindo os que se transformaram em situacionistas. Detestam as “révolutions d’en haut”, incluindo as dos déspotas esclarecidos, a partir do ministerialismo.

 

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