Álvaro

Ao Jornal de Negócios reconheço que temos “assistido a sucessivas ‘desministerializações’ na pasta da Economia, o que torna inevitável uma renovação”. Ela só sucederá “quando Passos Coelho sentir que chegou o momento certo: quando houver uma ofensiva real da oposição”, prevê, criticando o ‘super-ministério’ porque “foi feito sem haver coordenação económica, e sob o perigo de haver um ministro da Economia fraco face a um ministro das Finanças forte”.

À Antena Um acrescento: há muitos ministério que não passam de uma confederação de secretários de Estado e o governo corre o risco de tornar-se mera confederação de ministérios, por falta de uma ideia de obra, dado que se está a fazer uma reforma com cacos velhos, isto é, com os modelos socráticos das chamadas leis orgânicas e com a tradicional criação de segmentos de Estado paralelo, desde altos comissários a grupos de trabalho, com rápidas nomeações para as tradicionais coutadas do pessoal político para os gabinetes.

Comments are closed.