Je créai le mot pour tuer la chose

Todos os povos, que estão próximos, dizem sempre, uns dos outros: “Sempre nos invejaram e nos imitaram no estilo de vida, na forma de vestir, na educação, etc. Em parte são ambivalentes no amor que sentem por nós. Somos aquela raça superior que eles tanto querem ser” (análise do psiquiatra britânico que fez o retrato do prisioneiros nazi Hess). Isto é, análise dos povos que consideram que há povos superiores e inferiores.

“Je créai le mot pour tuer la chose” (Abbé Grégoire). Marinho e Pinto sintetiza de outra forma: a universidades “abandalharam”. O tal bandalho, em crioulo de Cabo Verde, deu “bandadjo”. Porque, se há quem diga que vem de bando, outros referem que vem de vândalo. Daquele povo que não deu o nome a Vandaluzia, porque, depressa, largou para o Norte de África, mesmo saqueando Roma em 455. Se calhar apenas vem do francês ‘vandalisme’, termo cunhado em 1794 pelo bispo constitucional Henri Grégoire: ” Les barbares et les esclaves détestent les sciences et détruisent les monuments des arts, les hommes libres les aiment et les conservent”.

Já há muito que quem faz tratados são os tratantes. Confirmam-no todas as vítimas de tais tratamentos de choque. Não são porreiros e já não somos pás.

As tropas de ocupação são sempre fiéis a quem ocupa. Mesmo que mudem de ocupante. Por ordens de quem mandou ocupar. Têm um projecto.

Ontem disse que o preço da água podia aumentar, hoje digo que não vai aumentar, este ano. É a serena linguagem ministerial. Perdem o jogo com tanta palavra e não podem dizer que a culpa é do árbitro. É de quem os seleccionou.

 

 

 

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