Isto é uma espécie de país, com música de Marques Mendes e letra de Mário Lino

O presidente do município de Oeiras congratulou-se, ontem, em Lisboa, com o logótipo “Flor Azul”, que será a imagem de marca da próxima presidência portuguesa da União Europeia, num acto que disseram simbolizar o arranque do exercício semestral. Coisa que foi ministerialmente qualificada como “um símbolo da imagem de modernidade que Portugal assumiu no contexto europeu”. Não consta que a autoria da dita flor caiba a um celebrado artigo de Clara Pinto Correia, nem que a mesma seja acompanhada pela musiqueta que abre o programa dos Gato Fedorento. Também ninguém refere se Isaltino Morais vai processar a União Europeia sobre tal usurpação imaginativa. Apenas observo que não vale a pena inventar o que já está inventado nem descobrir o que já está descoberto.

Santana Lopes acusa Marques Mendes de práticas nazis. Marques Mendes diz que Mário Lino não está bom da cabeça. E o ex-deputado Charrua é que vai suspenso. Almeida Santos fala em ataques terroristas que acertam nas pontes sobre o Tejo, enquanto D. Afonso Henriques, liberto do túmulo, diz que ainda tem suficientes mocas de Fafe para dar cabo do canastro a todos os comandantes de terra seca que nos estão a levar ao fundo. Por outras palavras, se a política portuguesa cabe toda num velho palco do Parque Mayer, protestamos vigorosamente contra alguns desses mais exaltados que querem internar os respectivos colegas no Júlio de Matos, no Sobral Cid e no Miguel Bombarda. Rir é o melhor remédio.

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