Set 23

E voltou o ruído da propaganda dos palhaços do circo

E voltou o ruído da propaganda dos palhaços do circo que prometem pão em nome do estadão; invocam o fmi, instrumentalizando a pátria; ou cantarolam consenso, usando a palavra Alemanha, a conselho da banca ou para que o presidente que está seja reeleito. Já estou farto deste domínio do ninguém, accionado pelo chamado comunismo burocrático e pelas homilias das sopeiras do regime…

Já descobri a causa do ruído: esta democracia está prenhe de despotismos e chefaturas, do servilismo dos cortesãos e clientes, da venalidade dos chamados servidores, do luxo dos empregados e da injustiça dos patrões, fidalgos e camaradas. Vou, por isso, reler São Tomás More…

‎”Outra espécie de homens costuma ajuizar os talentos dos escritores sentados À volta de canecas de cerveja… Mas só quando se encontram, como diz o ditado, fora do alcance de tiro. Pois são tão escorregadios e astutos que só o fazem fora do alcance de homens honestos que lhes aplicassem o correctivo merecido” (Tomás, More, “Utopia”, Epístola)

Set 22

Hoje é um dia de silêncio

Hoje é um dia de silêncio. É o dia de aniversário de quem, sendo silêncio, se confunde com a eternidade dos deuses. Apenas tenho medo que possa não haver esse paraíso. Eu acredito. Porque permaneces em cada um dos meus gestos. Para sempre. Obrigado, Ana!

Set 20

Um dos males de Portugal tem a ver com o colectivismo moral de seita

Suécia: o paraíso do Estado Social continua a querer reformar o Estado Social, com liberais e conservadores e continuar a deixar os socialistas fora do leme da governança. A maioria absoluta do eleitorado não confunde a legitimidade do título e da ideologia com a legitimidade do exercício. Por cá, o abuso da propaganda continua em regime de falta de autenticidade…

Um dos males de Portugal tem a ver com o colectivismo moral de seita. Muitos que não vivem como dizem qualificar-se politicamente, consideram que o mal e o bem são como a direita e a esquerda, não admitindo que o o bem tem muitos pedações de mal e vice-versa…Ser justo não depende do sítio onde se está nominalmente, mas do viver como se pensar, sem pensarmos como depois vamos viver…

A desgraçada situação financeira em que nos encontramos, como ainda há pouco a descreveu o Professor Cantiga Esteves, continua a ser completamente ocultada ao homem comum, através daquela refinada técnica de propaganda chama hiperinformação, com sucessivas bombas de desfragmentação que nos fazem sobreviver neste aparente jardim das delícias partidocráticas…

Set 19

Os jogos florais politiqueiros

Os jogos florais politiqueiros sobre a razão atendível do princípio da melhoria incontestável fazem parte da quantidade de energia que se gasta numa tentativa de mudança, mas que fica para sempre na zona do desperdício. Até há pouco esse lixo da entropia estava sujeito ao princípio da gravidade do bom senso. Agora, dispersos em falta de bom senso pairam como detritos tóxicos do “agenda setting”…

Recordando a definição cunhada por Manel, o poeta, relativamente ao socratismo (“imagem, sondagem, sacanagem”), apenas temos que enaltecer José Pinto de Sousa: conseguiu que o candidato alegre se enredasse na teia. Só que Coelho acelerou os Passos, em nome de outro lema (“quem com agenda mata, pela agenda pode morrer”), todos trocando de papéis nesta teatrocracia…

Set 18

Sou do partido de Erasmo e Thomas More

Gosto de ver o Papa no Reino Unido e da maneira como as instituições o tratam. Belos discursos de ambas as partes. Sou do partido de Erasmo e Thomas More e um fiel seguidor das sementes organizacionais lançadas por Isaac Newton. Logo, como europeu, bem gostaria que o papa também fosse a Moscovo. E que as raízes da Europa se projectassem, numa grande aliança com o humanismo laico. Eis a minha civilização!

Set 17

um Madaíl plenipotenciário

Imaginemos que o presidente do estado a que chegámos fosse um Madaíl plenipotenciário. Não tardaria que fosse buscar a Bruxelas o meirinho-mor da comissão europeia, para nos governar em “part-time”. Pelo menos para ganharmos o jogo do TGV, integrando o Poceirão no concelho de Lisboa com um simples golpe de chuto de Ronaldo!

Set 16

Dos cantaralodores do pensamento único

Lá vou acordando para esta ditadura do estado a que chegámos cuja síntese é a lacónica figura do ministro encarregado da oposição à oposição que dita a ideologia dominante como sacristão que perdeu o sentido dos gestos, com comunistas e bloqueiros ajudando à missa dos que querem conservar o que está…

‎…E ninguém diz que quem proclamou o Estado Social em Portugal foi Marcello Caetano, o nome que quis dar ao Estado Novo sem Salazar…O conservadorismo do que está (PS, PCP, BE e D. Carlos de Azevedo) e que, inquisitorialmente, declara heréticos os que não são bombeiros pirómanos, não repara nas origens domésticas da coisa.

O PREC e o pós-PREC apenas continuaram a tradução em calão que Salazar fez de Bismarck (Wohlfahrstaat) e de Jules Férry (État Providence), com meio século de atraso…E agora o bom e velho Estado já não há. Vive em união de facto e de direito com o Estado da União Europeia, onde até os orçamentos nacionais têm visto prévio da fonte donde jorra a moeda única…

Logo quando dizem que a direita radical é liberal e neoliberal, os cantaralodores do pensamento único, apenas confirmam que Salazar era da esquerda, socialista e tudo. Daí que um consequente anti-salazarista prefira ser da facção liberal que tanto inventou o Estado Racional-Normativo (fundado por Mouzinho da Silveira) como criou no pós-guerra o Welfare State (Beveridge, aqui traduzido por Armando Marques Guedes…)

Set 16

Estado Social

 

E ninguém diz que quem proclamou o Estado Social em Portugal foi Marcello Caetano, o nome que quis dar ao Estado Novo sem Salazar…O conservadorismo do que está (PS, PCP, BE e D. Carlos de Azevedo) e que, inquisitorialmente, declara heréticos os que não são bombeiros pirómanos, não repara nas origens domésticas da coisa.

 

Logo quando dizem que a direita radical é liberal e neoliberal, os cantaralodores do pensamento único, apenas confirmam que Salazar era da esquerda, socialista e tudo. Daí que um consequente anti-salazarista prefira ser da facção liberal que tanto inventou o Estado Racional-Normativo (fundado por Mouzinho da Silveira) como criou no pós-guerra o Welfare State (Beveridge, aqui traduzido por Armando Marques Guedes…)

Todos os partidos do nosso arco da governança quando estão no poder metem a ideologia na gaveta e só a usam como preconceito de esquerda ou fantasma de direita quando fazem jogos florais de oposição ao irmão-inimigo com quem acabam por repartir o bolo do estadão. Prefiro a fisioterapia que, dia a dia, me recorda o respirar em pleno da velha liberdade de me pôr as andar…

Set 16

Foi meia hora antes da meia noite

Foi meia hora antes da meia noite, a noiva estava à espera, mas a prenda não veio inteira, ficou metade na oficina de recauchutagem

Procurei informações sobre um actor secundário da partidocracia que virou protagonista de mais uma telenovela sem morangos nem açúcar….

No Ratton, de há muito que apparatchik rima com privada, sempre em estória mal contada, porque cereja puxa cereja, especialmente se o exemplo vier de cima, em defesa do ensino público e dos “rankings”, onde quem melhor entra no ensino superior público é quem vem de escolas privadas, que as públicas cá de baixo não podem escolher as companhias…

Questionava, há meses, um dos professores do meu antigo liceu, sobre a razão de nunca nos posicionarmos ao lado do antigo liceu feminino, o primeiro das escolas do chamado “ranking”. A explicação veio agora a ser confirmada pela directora do Infanta: a escola está numa zona da cidade com classe média menos baixa. Chama-se a isto igualdade de oportunidades, constitucionalmente protegida!

Alegre fala contra os banqueiros que querem mediar a coisa, mas não rejeita a coisa, como o fez Nobre. Os bancário, porque só um é efectivamente banqueiro, apenas aproveitaram a porta aberta de Teixeira e de Passos. Mas não têm sequer reserva de oxigénio, também estão com a corda no gasganete!