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	<title>José Adelino Maltez &#187; Arendt</title>
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	<description>Breviário de um repúblico.</description>
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		<title>Homem revoltado, sob o peso do nosso tempo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 10:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jamaltez</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://covers.openlibrary.org/w/id/6940962-L.jpg" alt="" width="301" height="500" /></p>
<p>Sérgio chamava a esta coisa moluscular, cuja cobardia permitia o salazarismo, reino cadaveroso. Não vale a pena replicar, dizendo república cadaverosa. Já não somos reino nem república, mas estadão prenhe em venerandos, exigindo respeitinho. Mas continuamos o cadaveroso, do adiadamente, sempre enjoado, com medo de ficar à solta e com grandeza. Só com homens revoltados poderemos refundar-nos. Não com ministerialismo sentenciador, de ministros e ex-ministros, fingindo que são alternativa.</p>
<p>Os governantes que temos, isto é, que vamos tendo e tivemos recentemente, todos ele têm medo. Não do povo, que importa construir, mas da liberdade de cada um dos indivíduos. A única realidade que nos separa dos aparelhos que nos tramam em solidão, para esmagarem na nossa intimidade e a nossa criatividade. As que passam pela libertação face ao estado de necessidade com que nos continuam a escravizar. Enquanto nos enredarem nesta manipulação discursiva, continuaremos a ser mandados. Libertação, precisa-se! Para crescermos por dentro!</p>
<p>Glosando Pessoa, podemos dizer que o prestígio de actuais ministros também &#8220;nasceu vagamente da sugestão do seu prestígio universitário e particular, mas firmou-se junto do público, logo desde as suas primeiras frases como ministro, e as suas primeiras acções como administrador, por um fenómeno psíquico simples de compreender. Todo prestígio consiste na posse, pelo prestigiado, de qualidades que o prestigiador não tem e se sente incapaz de ter&#8221;.</p>
<p>Não é de estranhar que discursem sobre a meritocracia os seus exactos contrários, da mesma forma como não falta ocupação de tempos de antena de luta contra a corrupção por parte de quem, pelo menos, deveria envergonhar-se de falar no tópico. Politologicamente falando, a usurpação ainda resulta. Aqui e agora.</p>
<p>Os controladores do tráfego político, do &#8220;agenda setting&#8221; e da gestão da empregomania e da subsidiocracia ainda não perceberam que o respectivo GPS avariou, por mais palmas que recebam dos auditórios e por mais palmadinhas nas costas com que sejam mimoseados nos corredores da cunha. Um quarto de hora antes de morrerem ainda parecem vivos. E ainda despacham.</p>
<p>Nada mais clarificador do que ver juntinhos, numa só fotografia, um situacionista de agora, um situacionista de ontem e um situacionista de anteontem. São todos o mesmo. Está no registo do sindicato das nomeações mútuas.</p>
<p>Sou mais libertário, do anarquismo místico, que do embrulho populista com que se costuma disfarçar o jacobino, ou o seu irmão-inimigo reaccionário. Desculpem a revolta, mas os meus queridos Camus e Arendt, que pensaram o essencial no ano em que nasci, ainda me continuam a referenciar neste caminho.</p>
<p>Porque hoje é o dia mundial da poesia, ontem foi o mais do mesmo e amanhã, greve geral.  Vi este <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.presadiretta.rai.it%2Fdl%2Fportali%2Fsite%2Fpuntata%2FContentItem-ab0d6e2e-cb43-4c8b-97dc-b551b5877064.html%3Fhomepage&amp;h=5AQFC-97vAQHbLavoRBa27nVgagMcHsfBLRLl4MAg-agL8g&amp;enc=AZPDaBhJAUbqthcF9oG7MYoTKkBbRt_6TQVq3w3IV-j00u2Ut96KzvgGxdUv6_-qJumRkUk7ASB1lOVVa2bCGYuW">programa</a> e li este <a href="http://apps.facebook.com/theguardian/business/2012/mar/19/portuguese-death-rate-rise-austerity-programme">artigo</a>.</p>
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