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	<title>José Adelino Maltez &#187; Inimigo</title>
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	<description>Breviário de um repúblico.</description>
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		<title>Quando se inventa um inimigo obsessivo num ponto de não regresso</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 23:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jamaltez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando se inventa um inimigo obsessivo é costume que a interacção reproduza os próprios traços fundamentais do outro no próprio eu. O manifesto de Breivik poderia ser de Bin Laden, um pouco à imagem e semelhança da fantasia de Hitler &#8230; <a href="https://jose.adelino.maltez.info/2011/07/28-de-julho-2011-fb/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se inventa um inimigo obsessivo é costume que a interacção reproduza os próprios traços fundamentais do outro no próprio eu. O manifesto de Breivik poderia ser de Bin Laden, um pouco à imagem e semelhança da fantasia de Hitler sobre o Estado Judaico e que ele tanto temia como admirava. Os irmãos inimigos são sempre iguais, especialmente quando, com dolo eventual, se reduzem os assassinados a danos colaterais.</p>
<p>Fiquem sabendo que vozes de blogue ou de FB não chegam ao céu! Apenas servem para que o bloggers sejam nomeados assessores de controlo das redes. Foi assim com o regime da contra-informação de Sócrates. Espero que não seja assim com Passos. Bloggers já há, felizmente ainda não apareceu a palha de abrantes. Convém não nos resignarmos, para citar o presidente Cavaco, antes da reeleição.&#8221;</p>
<p>Surgiu aqui no Facebook um grupo exigindo a publicação das nomeações no Portal do Governo. E lá fui ao dito. Já estão as dos chefes de gabinete. As de adjuntos e assessores aparecem na II Série do DR, hoje, sistema gota a gota. Sem a exigível nota curricular. E se pedíssemos todos à JSD que faça a si mesmo o que fez nos últimos minutos ao governo socrático? Pelo menos, o &#8220;software&#8221; era bom!</p>
<p>Li a entrevista de Jorge Silva Carvalho ao DN. Li a resposta de Ricardo Costa à Lusa. É fácil de concluir que há aquilo que em estratégia se qualifica como &#8220;ponto de não regresso&#8221;. Prefiro a interpretação que o grande poeta António Manuel Couto Viana deu ao mote kaulzista do tema. Vai ser um jogo bem duro.&#8221;</p>
<p>Não há governo do nosso último quarto de século que não tenha proclamado reduzir o Estado. Na prática, o aparelho deglutiu e discurso e cresceu até à custa de tal discurso. Seria conveniente que o Estado é um problema que só se resolve quando se tiver uma ideia dos Estados dentre do Estado e além do próprio Estado. Ele não é uma coisa, é uma relação e, consequentemente, uma ralação&#8230;&#8221;</p>
<p>Dos piores gestores e dirigentes da administração pública que eu conheci, e conheço, estão alguns dos mais encartados reformadores das engenharias das pretensas reformas da coisa e que nisso vão mantendo emprego em regime de cogumelos venenosos. Os mais fracassados são os idiotas úteis que acreditam neles e os chamam para as engenhocas legiferantes.&#8221;</p>
<p>Não há governo do nosso último quarto de século que não tenha proclamado reduzir o Estado. Na prática, o aparelho deglutiu e discurso e cresceu até à custa de tal discurso. Seria conveniente notar que o Estado é um problema que só se resolve quando se tiver uma ideia dos Estados dentre do Estado e além do próprio Estado. Ele não é uma coisa, é uma relação e, consequentemente, uma ralação&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>O Estado é a medida de todos os discursos políticos</strong>, confundindo-se quase sempre o Estado-Aparelho de Poder com o Estado-Comunidade. E depois, até nos comparam com os States, não reparando que aí há mesmo comunidade, ou com o British, não tendo aprendido que aí há mesmo Establishment. As corporações caseiras agradecem o provincianismo destes &#8220;naïfs&#8221;. Comem-nos na primeira conversa de factos. E sem molho.&#8221;</p>
<p>O melhor Estado do mundo ocidental, isto é, aquele que até pode ser império com o &#8220;free trade&#8221;, teve sempre uma pequena vantagem: nunca teve o conceito de Estado. Por cá, no manual de OPAN, ele sempre foi &#8220;a nação politicamente organizada&#8221;. Isto é, música celestial para o tradicional conto do vigário.&#8221;</p>
<p>O Estado, desde que Maquiavel inventou o nome, sempre esteve de acordo com a etimologia: uma forma substantivada (estado) derivada de um verbo (stare). Quando se tentar captar a coisa, ela foge-lhes por entre os dedos analíticos goza quem nem uma perdida&#8221; 11 O principal do Estado, aqui e agora, é ser feitor da Troika. Ah! Ah!&#8221;</p>
<p>Lembro-me de ter dissertado, na dita tese de doutoramento, numa coisa titulada &#8220;ensaio sobre o problema do Estado&#8221;. E recordo o subtítulo &#8220;Da razão de Estado ao Estado-Razão&#8221;. Chamaram-me poeta. E com propriedade profética. Foi feita ao mesmo tempo que caía o Muro. Mas continuaria a subscrever noventa por cento.<br />
Hoje pediram-me que fizesse uma boa acção, daquelas do tempo da meninice, que era apenas a de conversar com alguém que se sentia só, por acaso o Ângelo. Senti a felicidade de quem recebeu e deu. E arrependi-me de não fazer isto todos os dias. Amigos, do Facebook, cada um tem o seu Ângelo a quem pode telefonar e dar um abraço. Vamos, então, mudar o mundo!&#8221;</p>
<p>Acabo de ouvir na SICN três antigos altos dirigentes do PSD, do PS e do CDS, abordando de forma bem informada a questão das fugas de informação que põem em dúvida os nossos serviços de informação. Todos confirmaram que a dúvida já pertence ao pretérito, remoto e menos remoto. O ponto de não regresso já não admite pensos rápidos e já não chegam intervenções aparentemente cirúrgicas.</p>
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