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	<title>José Adelino Maltez &#187; Voegelin</title>
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		<title>Doze glosas voegelinianas, aqui e agora</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2005 18:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jamaltez</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A verdadeira ciência da política, vestida com o hábito de certa ciência política, foi usurpada pelas ideologias do cientismo que, afinal, são uma continuação da gnose. Porque transformaram a política num adjectivo e a ciência num simples método ideológico. E tudo aconteceu porque o mundo do pensamento perdeu o sentido dos gestos; porque a política deixou de ser procura do melhor regime e deixou de enraizar-se numa paideia. O pensamento passou a ser literatura de justificação da ordem estabelecida (posita in civitate), perdeu o norte da justiça e a raiz da pátria. Perdeu o universalismo e perdeu a tradição. A verdadeira ordem é a ordem justa. E os conceitos analíticos da ciência da política só o serão se ela voltar a ser ciência da polis, ciência dos actos do homem enquanto cidadão. Diversa da ciência dos actos do homem enquanto membro da casa (economia) e da ciência dos actos do homem enquanto indivíduo (moral). Importa retomar o núcleo duro da ciência da política, essa raiz que é a chave da abóbada. O alfa que é o ómega da procura do pensar a política. Porque no princípio estão os princípios, aquela procura da felicidade que é ir além da autarquia e procurar a boa sociedade. Uma polis suficientemente grande para gerar governabilidade e suficientemente pequena para permitir a cidadania/participação. Para conciliar o poder e a liberdade, a comunidade e o amor. Numa polis que continua a ser pequena demais para os grandes problemas da vida e grande demais para os pequenos problemas da vida (Daniel Bell) e onde o Estado está acima do cidadão, mas o homem está acima do Estado (Fernando Pessoa). Política, direito e economia são parcelas de uma mesma ciência da ordem, de uma mesma ciência arquitectónica. Onde a procura da verdadeira ordem impõe que se vá além da mera ordem da conjuntura. Existe o perigo das elites espiritualmente imaturas, sem rigor espiritual e sem disciplina analítica. Onde a doxa veste o hábito da episteme. Porque o hábito não faz o monge e o palavrar demagógico salta para fora da polis. A verdade só vem dos que aprenderam a pensar pela conversão interior, de forma racional e justa. Porque se eu disser ordem posso pensar no mero ordinalismo autoritário da ordem externa, da ordem pela ordem, do mero equilíbrio mecânico de um &#8220;status&#8221;, de um situacionismo que nos dê segurança sem justiça, como o salus populi levitânico, da razão de Estado ou do desenvolvimentismo. Logo, a terapia da procura da ordem implica a abertura amorosa da alma ao fundamento da sua ordem que está no além. Contra o modelo decretino das grandes ideias em sistema. Há que denunciar o domínio da ciência da política pelo método empírico-analítico de um sociologismo neopositivista, justificado pelas ilusões da hiperinformação contemporânea. Há que recusar as proibições do perguntar, esse fechamento contra a ratio. Que equivale a uma desordem. Porque a ditadura dos perguntadores apenas nos permite a ratificação plebiscitária. Há que ser contra a ideia do homem como operário em construção, dessa ilusão de um homem novo contra o homem de sempre, nesse desfazer o mistério do transcendente, decretando-se uma ideologia segundo a qual o homem solitário pode ser maître et seigneur de la nature. Política não é ciência da casa (oikos nomos). Até inventámos a polis para deixarmos de ter um dono, um dominus ou um oikos despote. Há que repudiar o regresso ao doméstico. Há que rejeitar o método da pirâmide conceitual que nos faz engenheiros de definições e conceitos supra-infra-ordenados, dependentes do conceito matriz. Há que denunciar a redução da razão ao estreito racionalismo, essa impostura intelectual da não-essência e da não-sabedoria. Porque a consequência é uma ideia de revolução do processo histórico. Dos amanhãs que cantam. Das vanguardas. Da intelligentzia. Onde a linguagem pode ser filosófica, mas não a sua substância e não a sua intenção. Também consideramos que os três subsolos filosóficos no século XIX (Comte, Marx e Nietzsche) produziram as sete principais ideologias no século XX (Progressismo, Positivismo, Marxismo, Psicanálise, Comunismo, Fascismo e Nazismo). Todas geraram movimentos de massas de elites, porque os intelectuais podem ser massificados, nessa identificação entre gnósticos e revolucionários.</p>
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