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	<title>José Adelino Maltez &#187; Autonomia</title>
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	<description>Breviário de um repúblico.</description>
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		<title>Depoimento à Lusa</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 22:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jamaltez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Analistas apontam autonomia como a derrotada do &#8220;braço-de-ferro&#8221; A &#8220;grande derrota&#8221; da autonomia dos Açores pelo &#8220;calculismo partidário&#8221; é o resultado do &#8220;braço-de-ferro&#8221; entre Governo, Parlamento e Presidência da República, segundo analistas políticos ouvidos hoje pela Agência Lusa. &#8220;A grande &#8230; <a href="https://jose.adelino.maltez.info/2009/07/depoimento-a-lusa-3/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Analistas apontam autonomia como a derrotada do &#8220;braço-de-ferro&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: -webkit-auto;" align="center"><span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
<p>A &#8220;grande derrota&#8221; da autonomia dos Açores pelo &#8220;calculismo partidário&#8221; é o resultado do &#8220;braço-de-ferro&#8221; entre Governo, Parlamento e Presidência da República, segundo analistas políticos ouvidos hoje pela Agência Lusa.</p>
<p>&#8220;A grande perdedora é a autonomia dos Açores, assim como o prestígio do Parlamento, mais uma vez ferido. Nomeadamente, alguns partidos que participaram no processo, mas que se apressaram agora a dizer que o derrotado era o PS&#8221;, disse à Agência Lusa Adelino Maltês, do Instituto Superior Ciências Sociais e Políticas.</p>
<p>Maltês considerou que toda a polémica em torno do Estatuto Político-Administrativo dos Açores &#8220;reforça a necessidade de revisão constitucional&#8221;, a fim de ser construída uma autonomia &#8220;não afectada pela longa tradição absolutista e capitaleira do Estado centralista&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os países federalistas, como os Estados Unidos, a Suíça ou o Reino Unido, por exemplo, são dos mais unidos do Mundo. O problema é que muito boa gente não gosta de pensar que os povos podem assumir o seu destino e manter a sua identidade nacional&#8221;, concluiu, antevendo movimentos semelhantes na Região Autónoma da Madeira.</p>
<p>O investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa António Costa Pinto preferiu destacar o &#8220;calculismo político inerente a este braço-de-ferro&#8221;, referindo-se à coincidência da iniciativa socialista com as eleições regionais açorianas.</p>
<p>&#8220;Muito rapidamente, tudo se transformou em tensão entre o Presidente da República e o PS de Sócrates, no Governo, sobretudo com a declaração dramática de há um ano. Cavaco Silva optou por uma estratégia política de fazer retrair o Parlamento e o Governo, enquanto o PS preferiu apoiar o PS regional, devido aos habituais compromissos&#8221;, afirmou Costa Pinto à Lusa.</p>
<p>O analista definiu o sucedido como &#8220;um exemplo clássico de como os partidos testam os limites das próprias instituições, com base nos seus próprios interesses e gestão de apoios&#8221;, embora considere que em nada se vai repercutir nas próximas eleições legislativas, até porque &#8220;o PSD também apoiou inicialmente a iniciativa&#8221;.</p>
<p>&#8220;A questão do poder sub-nacional transcende a especificidade dos Açores. Têm existido numerosos braços-de-ferro entre o poder central e as regiões autónomas. Isto revela a ausência de equilíbrio e de consolidação da distribuição de poderes, seja em termos autonómicos ou noutros níveis. Portugal é o país mais centralizado da Europa&#8221;, disse também à Lusa o politólogo Carlos Jalali.</p>
<p>Jalali declarou Cavaco Silva como &#8220;claro vencedor&#8221; do conflito, naquele que classificou como &#8220;o primeiro passo de endurecimento das relações com o Governo, apesar de o Presidente da República ter sido muito criticado na altura&#8221;.</p>
<p>O Tribunal Constitucional declarou quinta-feira a inconstitucionalidade de várias normas do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, dando razão à maior parte das objecções ao diploma colocadas por Cavaco Silva, que vetara a iniciativa por duas vezes.</p>
<p>A nova redacção do documento, que consta da Lei 2/2009, de 12 de Janeiro, foi depois aprovada pela Assembleia da República, em 19 de Dezembro, com os votos favoráveis do PS, PCP, CDS/PP, Bloco de Esquerda e Os Verdes e a abstenção do PSD.</p>
<p>O PS já declarou que tenciona respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, mas, por seu turno, os socialistas açorianos anunciaram que vão tentar concretizar as alterações numa futura revisão da Constituição, &#8220;já que o estatuto foi aprovado por unanimidade na região e sem votos contra no Parlamento&#8221;.</p>
<p>HPG.</p>
<p>Lusa</p>
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