De como o capital pode ter pátria.

Um segurança de discotecas foi o único dos 10 elementos de extrema-direita, detidos quarta-feira pela Polícia Judiciária, suspeitos de discriminação racial, a ficar em prisão preventiva. Em vez de extrema-direita, alguns jornais põem claques de futebol, como poderiam pôrportugueses que gostam de dizer que são brancos, racialistas e identitários. Isto é, foi tudo tão bombásticoquanto a conferência de imprensa da UnI protagonizada por militantes do PS, embora nenhum assessor da PJ ou do MP tenha previamente declarado tal. O submundo dos espectáculos de música pimba e folclore de extremistas de direita ou de esquerda subiu episodicamente ao palco.  E é nas contracurvas e meandros deste ritmo que emerge a figura de Pina Moura a suceder a Anadia no comando de um dos principais fazedores de valores e de notícias de uma Lusitânia onde já uma vez perdeu o partido de Febo Moniz. O antigo bispo que nos andava a dar hispânica electricidade, parece agora mudar de energia cardinalícia, indo competir com Balsemão, no comando da rede do chamado quarto poder. Esperemos que continue marxista-estalinista e que pratique o velho esquema segundo o qual o capital não tem pátria… Por essa e por outras é que aqui na minha aldeia de Belém, hoje somos todos belenenses, sonhando que pode ser desta que iremos mais uma vez dar uma volta à estátua de Afonso de Albuquerque. O Doutor Cavaco, que é nosso vizinho mais recente, que fique a saber que no jardim diante do seu palácio, há um banquinho de pedra sagrada onde foi fundado o clube cá do bairro e que esse é lugar de romaria desta pequena minoria dos adeptos do Matateu, do Zé Pereira e do Vicente, pelo que daqui mando o meu sentido abraço ao ajudense Helder Costa, meu colega e resistente de sempre, bem como ao jovem Pedro Guedes, sempre fiel ao seu reduto.

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