O situacionismo prestes a trocar o mundo da realidade virtual das cruzadas contra as heresias, pelas notícias reais, vindas da Irlanda

Encontro um velho companheiro de trabalho, numa das esquinas da vida. Comecei a labutar com ele, praticamente na mesma semana, na mesmíssima carreira da função pública e em idêntica universidade. Eu lá fiz o “cursus honorum”, degrau a degrau, enquanto ele decidiu gerir as amizades e viajou nos aviões da cunha até à burocracia europeia, apenas aterrando há pouco tempo nestes restos de pátria madrasta, mas ornado de reforma antecipada e com muito mais salário para não fazer nada do que aquele que recebe um catedático lusitano no activo. Está à espera de entrar num desses cartórios de tráfico de influências e consultadoria, como o fizeram os respectivos patrocinadores que dizem mal de Medina Carreira. E eu a ter que aturar os gestores de administração escolar, os doutorados em educacionês e os controladores das verbas a que chamam investigação científica que só publicam os “papers” dos amigalhaços, censurando jovens geniais que não se submetam aos ditadores do carreirismo.

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