Dos endireitas ao espírito do das Caldas. No DN hoje

Lá encerrou o concílio de Mafra, com muitas homilias, mas sem emanações neo-sebastianistas. Foi uma espécie de jogo-treino para os candidatos à liderança, que tiveram sucessivos empates, de golos, fífias, e frangos, mas onde dominou o espírito do Oeste, especialmente o das Caldas, reflexo da resistência de um PPD profundo, o das pequenas vilas e cidades dos “self made men”, talvez com saudade da gerações dos jotas com “jeans” ….
Santana começou em glória, mesmo quando disse que Cavaco deveria reconhecer Sócrates como pior “moeda” que a do respectivo governo… Infelizmente, no “day after”, inebriado pela “virtù” dos príncipes sem ritmo de jogo, meteu os pés em lugar da cabeça e ousou elevar o respeitinho ao chefe a nível do tratamento dos crimes de heresia. Porque, se a norma pudesse ser aplicada retroactivamente, o próprio Cavaco deveria ser processado…
Felizmente, a norma estatutária aprovada é substancialmente anti-estatutária, porque viola, de forma grosseira, o núcleo central da princípios gerais do partido, e até a constituição da república. Todos os três principais candidatos rejeitaram, desde logo, o espírito e a letra dessa emenda, bem pior do que o soneto, honra lhes seja!.. Essa do “quem não é por mim é contra mim”, sempre foi velha herança dos decadentismos autoritários… os tais que, durante a respectiva rotina, preferem praticar o “quem não é contra mim é a favor de mim”…

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