Depoimento ao Jornal de Notícias

A receita para o partido é recuperar a base de apoio
Alexandra Marques

É menos pela ideologia e mais pelas propostas de governação que o PSD pode sair da crise. Independentemente de quem for eleito líder do partido, o partido terá que convencer o eleitorado que é diferente do PS, e tem de falar ao coração da classe média – professores e funcionários públicos, sobretudo. A receita pode passar por colocar a economia à frente das finanças, segundo os peritos, mas sobretudo apostar numa linha que permita trazer de volta o seu próprio eleitorado.

Para João Adelino Maltez, “o PSD até pode ter um programa igual ao do PS, mas só dizendo que não vai perseguir os funcionários públicos e que são acima de tudo pela economia em detrimento das finanças, o que até é coerente com a prática cavaquista. Ou seja, dizerem que querem manter o défice baixo, mas com o apoio da classe média”.

Para este docente catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, seja qual for o próximo líder social-democrata, terá de puxar mais para o Centro e menos para Direita. Para “captar o voto do um milhão de eleitores descontentes com o PS”.

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