Farpas de campanha

Leio num blogue, dito afecto ao PCP, coisas assim: “ouvi dois canalhas dizerem na televisão que enquanto jornalistas do pasquim fascista…gente reles e sem princípios, canalhas capazes de tudo nesta luta ideológica que opõe os trabalhadores e a classe parasitária dos poderosos e seus acólitos… esta ralé humana se movimenta, hoje, em Portugal” (um, diz o senhor, seria eu). Registo.

Enquanto as campanhas levarem ao regresso de muitos primitivos actuais, à esquerda e à direita, todas as boas esperanças eleitorais são obrigadas ao arrastamento de muitas regressões mentais, entre fantasmas de direita e preconceitos de esquerda. É nesse intervalo que se dá a manutenção do situacionismo dos habituais donos do poder…

 

Eles lá vão cantando e rindo. A candidata do PCP vai mantendo conversas com o padrinho, que espera ser ministro do PSD. O candidado do PSD lá vai conversando com o chefe do PS, ambos engenheirando o eventual regresso ao Bloco Central. O velho marechal do CDS, passa as mãos patriarcais pelas suas viúvas de todo o espaço da partidocracia.

 

No meio do confusionismo, um senhor professor do Bloco lá continua a pensar que tem o monopólio da inteligência. Infelizmente, continua por cumprir o equilíbrio mínimo da decência que obrigava a casar a honra com a inteligência. O estado a que chegámos continua a ser o velho estado novo… Agora com o acordo com os credores a marcar o ritmo.

Último domingo de campanha, com directos das televisões junto do PSD, na Afurada, e do PS, no Porto. Luís Amado dá uma aula de política internacional e coloca-se na corrida para eventual contratador de nova coligação. Soares faz discurso com conferência sobre a crise da Europa e a memória feliz do PS nos últimos 37 anos. Todos assinam o livro de ponto, chato e comprido.

 

Hoje vou elogiar Marcelo Rebelo de Sousa. A descrição que fez da gafaria, revela a verdade nua e crua de um país de políticos em campanha, com muitos mantos de cruel mentira. Os tais que nos pedem um cheque em branco, mas dolosamente sabendo, todos, que não podem cumprir o que insinuam prometer.

 

Portas merece o óscar de melhor actor. Finge tão completamente que já sente como verdade, aquilo que verdadeiramente mente. Mas se está à esquerda da esquerda menos, apenas confirma que vale mais votar na esquerda mais, neste país hipócrita onde as direitas concorrem para saber qual é a que é mais de esquerda. Simplesmente patético.

 

Nesta segunda-feira, a greve dos trabalhadores da CP, decretada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, vai afectar bastante a circulação de comboios a nível nacional… O problema como diz António Costa está no “acordo” que é “muito economicista”… Viva o manifesto surrealista deste manicómio em autogestão!

Enquanto as campanhas levarem ao regresso de muitos primitivos actuais, à esquerda e à direita, todas as boas esperanças eleitorais são obrigadas ao arrastamento de muitas regressões mentais, entre fantasmas de direita e preconceitos de esquerda. É nesse intervalo que se dá a manutenção do situacionismo dos habituais donos do poder…

Eles lá vão cantando e rindo. A candidata do PCP vai mantendo conversas com o padrinho, que espera ser ministro do PSD. O candidado do PSD lá vai conversando com o chefe do PS, ambos engenheirando o eventual regresso ao Bloco Central. O velho marechal do CDS, passa as mãos patriarcais pelas suas viúvas de todo o espaço da partidocracia.

No meio do confusionismo, um senhor professor do Bloco lá continua a pensar que tem o monopólio da inteligência. Infelizmente, continua por cumprir o equilíbrio mínimo da decência que obrigava a casar a honra com a inteligência. O estado a que chegámos continua a ser o velho estado novo… Agora com o acordo com os credores a marcar o ritmo.

Último domingo de campanha, com directos das televisões junto do PSD, na Afurada, e do PS, no Porto. Luís Amado dá uma aula de política internacional e coloca-se na corrida para eventual contratador de nova coligação. Soares faz discurso com conferência sobre a crise da Europa e a memória feliz do PS nos últimos 37 anos. Todos assinam o livro de ponto, chato e comprido.

Hoje vou elogiar Marcelo Rebelo de Sousa. A descrição que fez da gafaria, revela a verdade nua e crua de um país de políticos em campanha, com muitos mantos de cruel mentira. Os tais que nos pedem um cheque em branco, mas dolosamente sabendo, todos, que não podem cumprir o que insinuam prometer

Nesta segunda-feira, a greve dos trabalhadores da CP, decretada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, vai afectar bastante a circulação de comboios a nível nacional… O problema como diz António Costa está no “acordo” que é “muito economicista”… Viva o manifesto surrealista deste manicómio em autogestão!

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