Se for votar, vai ser em revolta

Voltámos ao que de melhor temos na nossa história criativa: a vontade de sairmos daqui e de nos diluir-nos em todos os outros, que é a essência da nossa herança universal e armilar, daquelas saudades de futuro que nos fazem revoltar contra o estado a que chegámos, a república dos portugueses que restam. Se há dez milhões, aqui, há, pelo menos, dez vezes mais luso-descendentes no lado de baixo do Equador.

 

Se for votar, vai ser em revolta. E não vou votar útil. Vou escolher um dos três pequenos partidos que são fiéis ao Portugal Universal. Há dois com quem tenho coincidências desde as eleições de 1969. E um terceiro que tem a ver com a mensagem de Agostinho da Silva. Chama-se a esta atitude a revolta política da metapolítica. Os únicos construtores em Portugal são os idealistas, como dizia Pessoa.

 

No próximo dia 5 de Junho, para além de nos condicionarem a eleição de deputados à plebiscitação de um primeiro-ministro e à ratificação do acordo com os credores internacionais, parece que também temos que referendar as coligações negociais feitas entre os principais “mass media” e as empresas de sondagens que os mesmos contrataram….

 

Daqui a uns estão a dizer-nos: têm de escolher entre a Eurosondagens, o Magalhães concordatário e a Intercampus! Eu preferia discutir a relação entre o conceito estratégico dos centros de decisão nacionais e as opções da agência de investimento de Tripoli, para concluir como o capital não tem pátria e a banca não pode mandar banqueiros em pregações de moralidade política…

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