Entalados entre notáveis

Mário Soares volta a criticar… Basílio Horta. Não consta que participe na campanha do PS em Leiria. Prefere naturalmente o Algarve.

Estava para entregar um para entregar um projecto à rede nacional de subsidiocracia sobre “pantouflage”: basta uma sugestão jornalística. Investiguem o emprego já garantido pelos actuais ministros que não vão para deputados. Em empresas de regime e em negócios universitários. Alguns deles até foram contratados em pleno exercício de funções, face ao incremento extraordinário de currículo por causa da pasta.

Ao Compromisso Nacional, responde agora a Convergência Nacional. É o chamado golpe e contragolpe do abaixo-assinado. O mais do mesmo, até pela coincidência de, pelo menos, um ilustre “guru”, talvez arrependido de ter sido confundido com os donos dos hipermercados.

Entalados entre notáveis, os homens comuns podem ter uma certeza: o justo vai pagar pelo pecador.

Basta uma mera contabilidade de cruzamento de dados para compreendermos o bem pregas, frei Tomás. Grande parte dos notáveis coincidem com as comissões de honra dos candidatos Cavaco e Alegre, há poucos meses. Os comprimissiais com Boliqueime, os convergentistas com Águeda. Como nenhum dos candidatos falou destas verdades, desconfio dos presentes profetas.

Os compromissiais e os convergentistas, nas suas coincidências, apenas confirmam que estão unidos no essencial: deram cobertura ao situacionismo que nos conduziu ao desastre do dependencismo!

O nosso drama pode resolver-se à maneira de um jogo de torneio medieval. Pomos onze notáveis de um lado e outros tantos do outro. As lanças são fornecidas pelo FMI, FEEF e BCE para uso dos bestiais. Só as bestas são as do costume, as do trabalho sem dignidade e dos impostos roubalheiros.

Confesso que começo a estar farto destes jogos florais dos abaixo-assinados e das mensagens partidocráticas da pré-campanha eleitoral, quando estamos à beira de nova questão das subsistências. Vou ter de responder em conformidade, sem seguir o conselho do Marinho e Pinto. Se querem fiado, toma!

Futuro capítulo da história de Portugal: De Cavaco a Sócrates. Entre a ilusão desenvolvimentista e o dependencismo, ou o eterno devorismo, nas teias do socialismo de consumo.

 

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